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quarta-feira, 6 de abril de 2011

NOVA CAMPANHA: "BEJA MERECE COMBOIOS"



Uma nova campanha com a assinatura “Beja merece: Comboios” que aproveite a Ovibeja para dar mais visibilidade à luta pela defesa das ligações directas a Lisboa e a modernização da linha férrea até Beja, foram algumas das decisões tomadas ontem em reunião plenária. O Movimento de Cidadãos que defende as ligações ferroviárias directas a Lisboa e a modernização da linha férrea até Beja, reuniu, ontem, na Casa da Cultura de Beja, para fazer o ponto de situação das actividades desenvolvidas e programar novas acções. Entre as novas acções destacam-se o lançamento de uma nova campanha com a divisa “Beja merece: Comboios”, que vai procurar durante a realização da Ovibeja divulgar junto dos visitantes do certame as causas do movimento. De igual forma, pretende-se chegar à fala com todos os responsáveis políticos que visitem a feira, no sentido de lhe entregar um memorando sobre o fim anunciado das ligações directas a Beja, procurando indagar junto desses responsáveis o seu posicionamento sobre a matéria. Na reunião foi ainda dada a conhecer a carta, que o Ministro dos Transportes enviou, no passado dia 14 de Março, para a Comissão de Obras Públicas Transportes e Comunicações, dando conta que no desenrolar do processo que levou à solução apresentada pela CP, foram ouvidas as câmaras municipais abrangidas pela reestruturação, e que estas terão concordado com a proposta apresentada pela CP. Perante esta situação, o Movimento deliberou ontem, pedir às instituições que adoptem posições formais de apoio aos princípios defendidos na petição entregue pelo Movimento na Assembleia da República.


Fonte: Radio Voz da Planície

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

BEJA: "QUEREMOS O COMBOIO"


“Queremos o comboio” foram as palavras mais ouvidas ontem ao final da tarde na concentração em defesa das ligações ferroviárias directas a Lisboa. Esta iniciativa foi organizada pelo Grupo de Trabalho criado pela Assembleia Municipal de Beja, composto por membros da Assembleia e do Grupo de Cidadãos constituído no seio da Associação de Defesa do Património de Beja. No largo da CP, apesar da chuva, estiveram centenas de pessoas vindas de vários pontos do Alentejo, assim como autarcas, deputados e líderes partidários.
Florival Baiôa, presidente da Associação de Defesa do Património de Beja (ADPB) defendeu que é necessário “modernizar” os comboios e as linhas para que existam “mecanismos de desenvolvimento económico, social e cultural”. O mesmo responsável considera que para o País se desenvolver com “harmonia e equilíbrio é preciso olhar para o interior”.
Bernardo Loff frisou que as ligações ferroviárias directas para Lisboa são “essenciais”. O presidente da Assembleia Municipal apontou o comboio como um meio para “combater o isolamento do interior”. Bernado Loff classificou ainda este meio de transporte como mais económico e ecológico do que o rodoviário.
No dia em que se assinalaram os 147 anos da abertura da linha de comboios do Sul o presidente da Assembleia Municipal de Beja pediu como presente à CP a manutenção da ligação directa Beja-Lisboa-Beja.
A concentração terminou com a população a cantar os parabéns e a degustar o bolo do aniversário da linha.


Fonte: Rádio Pax

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

BEJA - MANIFESTAÇÃO CONFIRMADA PARA DIA 14 DE FEVEREIRO:

A Assembleia Municipal de Beja marcou para o próximo dia 14 uma manifestação na cidade para contestar as intenções da CP relativas às ligações ferroviárias a Beja, porque vão contribuir para "aumentar o isolamento" da região. A manifestação, marcada para as 17h30 no largo da Estação da CP de Beja, é uma das iniciativas que constam numa deliberação que foi aprovada por unanimidade na reunião extraordinária daquele órgão, que decorreu no passado dia 26.

Fonte: Correio do Alentejo

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

"ASSALTO AOS COMBOIOS DE BEJA"


Estação de Beja, Jan.2011, Rita Cortês

"A Associação de Defesa do Património de Beja (ADPB) promove esta quarta-feira, 26, aquele que apelida de "maior assalto da história da cidade". A iniciativa, agendada para as 19h30 na estação de caminhos-de-ferro de Beja, vai encenar o assalto a um comboio, de modo a "alertar e sensibilizar toda a comunidade para uma situação a todos os níveis insustentável e lesiva dos legítimos interesses dos baixo-alentejanos". Em causa está a intenção da CP em acabar, a partir do mês de Maio, a ligação directa por comboio de Beja a Lisboa, com a extinção do Intercidades entre ambas as localidades. Também a Assembleia Municipal de Beja reúne esta quarta-feira, pelas 21h00, no auditório da Biblioteca Municipal, numa sessão extraordinária agendada pelo presidente Bernardo Loff para debater e analisar "as intenções da CP referentes às ligações ferroviárias para Beja". Entretanto, o deputado do PSD Luís Rodrigues anunciou que vai questionar o Governo sobre a falta de requalificação e electrificação no troço para Beja da linha ferroviária do Alentejo, depois de a REFER garantir que essa intervenção nunca esteve nos seus planos. Em declarações à Agência Lusa, o parlamentar adiantou que, “ao contrário daquilo que alguns responsáveis do PS têm vindo a dizer, a administração da REFER diz que a obra nunca esteve nos seus planos, nem lhes foi dada essa orientação”.

Fonte: Correio da Alentejo

sábado, 22 de janeiro de 2011

BEJA PERDE LIGAÇÃO DIRECTA A LISBOA:


Estação de Beja, 2009, Filipe Campêlo


Quando a linha do Alentejo for reaberta à circulação ferroviária - após um período de obras previsto de 12 meses, que teve início em Maio do ano passado - a CP vai alterar por completo a oferta que ali prestava, passando a realizar cinco ligações directas nos dois sentidos entre Lisboa e Évora e nenhum comboio directo para Beja.

Até Maio do ano passado havia três ligações do serviço Intercidades em cada sentido entre Lisboa e Évora e duas ligações, também em cada sentido, entre a capital portuguesa e Beja. Mas estes dois serviços de longo curso eram os que mais prejuízo implicavam para a CP, porque nunca chegaram a alcançar uma quota de mercado que pagasse uma pequena parte dos custos de exploração.

Um dos problemas era que as composições (de apenas duas ou três carruagens) eram rebocadas por pesadas e dispendiosas locomotivas a diesel. As obras que a Refer entretanto está a levar a cabo na linha do Alentejo vão deixar o percurso até Évora totalmente electrificado, mas a linha para Beja ficou à margem dessa modernização. E como a tracção eléctrica é mais barata do que a diesel, a CP vai oferecer agora dez ligações diárias entre Lisboa e Évora (cinco em cada sentido), as quais terão correspondência na estação de Casa Branca para a linha de Beja.

José Benoliel, presidente da CP, explicou ao PÚBLICO que nos cerca de 200 quilómetros que distam entre Lisboa e Beja, só 63 não são electrificados, não sendo, por isso, racionalmente económico manter comboios a diesel a gastar combustível debaixo da catenária quando a linha é maioritariamente electrificada.

Daí a opção por se colocar uma automotora a fazer de vaivém entre Beja e Casa Branca, dando correspondência às dez ligações Intercidades entre Évora e Lisboa.

Automotoras mais lentas

Mas o próprio serviço para Évora sofrerá também uma redução em termos de conforto e comodidade. Em vez de carruagens Intercidades rebocadas por uma máquina eléctrica, a CP optou por uma solução mais barata, com recurso a automotoras eléctricas modernizadas. Esse material já circulava na linha da Azambuja nos anos de 1970, mas foi submetido a uma modernização. Hoje, esse material tem um visual exterior moderno, assente numa estrutura já envelhecida. E vai ser com estas automotoras, menos confortáveis e menos rápidas, que o serviço de longo curso será assegurado entre Lisboa e Évora.

Mais algumas ligações, em piores condições

O que ganham e perdem Évora e Beja quando o serviço de longo curso da CP para o Alentejo for retomado? Évora ganha mais duas ligações directas para Lisboa em cada sentido (cinco, em vez das três que tinha anteriormente), ganha maior fiabilidade e rapidez no serviço devido à tracção eléctrica e perde conforto porque os comboios Intercidades serão trocados por automotoras (menos cómodas e mais barulhentas).

Os potenciais clientes deste transporte que saiam ou tenham como destino Beja ganham a possibilidade de ter cinco ligações a Lisboa por dia, mas perdem os comboios directos para a capital devido aos transbordos obrigatórios em Casa Branca.

Além disso, perdem qualidade no serviço (ligação não directa e feita por automotoras antigas que foram modernizadas).

Abre linha, fecha linha, abre linha...

A modernização do troço Bombel-Casa Branca representa um investimento de 48,4 milhões de euros da Refer e insere-se na construção do eixo Sines-Badajoz. Será a partir daqui que esta linha vai entroncar no futuro traçado do TGV. Os trabalhos deviam acabar a 1 de Maio, mas há quatro anos, em 2006, a Refer tinha fechado a linha para Évora durante nove meses para obras de reabilitação, que, contudo, ficaram incompletas. Só agora a electricidade chegará à linha que serve Évora.

Partidos e utentes contra fim do serviço Intercidades

O descontentamento com a possibilidade do fim do serviço Intercidades que liga Lisboa a Évora e a Beja já chegou à Assembleia da República. Hoje é votado um projecto de resolução apresentado pelo PCP que defende a manutenção do serviço e reclama a sua requalificação, em termos de conforto e de oferta horária."Sobretudo com uma linha requalificada e agora electrificada [estão a decorrer obras com conclusão prevista para Maio] não faz sentido que o serviço se reduza, faz sentido é que o serviço seja melhorado", disse ao PÚBLICO o deputado comunista João Oliveira, que cita o relatório anual de actividades da CP em que se refere que os comboios Intercidades serão substituídos por automotoras modernizadas - o que, aos olhos do partido, significa "uma degradação da qualidade do serviço".

O projecto foi apresentado anteontem, juntamente com uma petição promovida por utentes diários daquela linha e que recolheu 4433 assinaturas. A petição reivindica o não encerramento dos 200 km da linha para as obras que estão a decorrer em apenas 32 km e a manutenção do Intercidades entre Lisboa e Évora.

Os socialistas não estão preocupados com o fim deste serviço "que se chama Intercidades mas tem características de urbano": "Mantemos o mesmo tipo de comboio, melhoramos a circulação e chamamos-lhe outra coisa. É uma falsa questão, a do PCP", disse ao PÚBLICO o deputado Luís Gonelha. O PSD, que concorda com o encerramento total da linha para obras, considera este projecto de resolução do PCP "inoportuno". "Primeiro vou ver quais são as soluções [da CP para ligar Lisboa a Évora e a Beja] e só depois disso é que, concordando ou não, vamos tomar uma decisão", sustentou o deputado "laranja" Luís Rodrigues.

O CDS-PP considera que o Governo deve tomar "as medidas necessárias para que sejam prestados aos utentes esclarecimentos quanto ao calendário das obras e ao restabelecimento desta ligação Intercidades".


Fonte: Jornal Público