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quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

BEJENSES CONCENTRAM-SE NA ESTAÇÃO DE BEJA


Estação de Beja, Janeiro 2011, Rita Cortês

Um "grupo de terroristas" tentou esta quarta-feira, 26, sem sucesso, "negociar" com habitantes de Beja a troca do Intercidades por uma automotora, numa representação durante um protesto contra o eventual fim das ligações directas daquele comboio entre Beja e Lisboa.
O protesto, que decorreu no início da noite junto à estação da CP de Beja, reuniu centenas de pessoas contra a intenção da transportadora de acabar com as ligações directas de Intercidades entre Beja e Lisboa, que passarão a ser feitas através de automotora diesel entre Beja e Casa Branca, onde será feito transbordo para comboio eléctrico até à capital.
Promovido pela Associação de Defesa do Património de Beja, o protesto serviu também para exigir a electrificação da linha ferroviária entre Beja e Casa Branca e a manutenção das ligações entre Beja e Funcheira, que permitem a ligação ao Algarve.
A representação teatral efectuada durante o protesto envolvia um alegado "grupo de terroristas contratado pela CP" para tentar "oferecer" aos habitantes de Beja uma antiga automotora.
"O futuro está nas automotoras. Temos para vos oferecer uma automotora com quase 100 anos e que ainda cheira a novo", disse o "porta-voz" do grupo às pessoas concentradas, que responderam efusivamente: "Queremos o comboio Intercidades!"
Por sua vez, o "porta-voz" dos bejenses, que "negociou" com os "terroristas", lembrou que no próximo "dia 11 de Fevereiro faz 147 anos que o comboio chegou a Beja e não pode ser a CP a calar toda esta história".
"Queremos o Intercidades directo para Lisboa, a electrificação da linha e chegar a tempo e horas e com conforto ao Algarve", reivindicou, "em nome" dos bejenses.
A representação "foi uma paródia que representa a realidade", explicou aos jornalistas o presidente da Associação de Defesa do Património de Beja, Florival Baiôa, acusando a CP de estar a praticar uma "política de destruição" das ligações ferroviárias a Beja.
A intenção da CP é "muito preocupante e muito perigosa", corroborou à Lusa Maria de Lurdes, de 56 anos, que mora em Beja e tem um filho a estudar em Lisboa.
"Muitas" famílias de Beja "têm os filhos a estudar em Lisboa" e "muitas pessoas", sobretudo idosos, deslocam-se à capital para consultas ou exames médicos e "o comboio é um meio de transporte essencial para eles", lembrou.
A Associação de Defesa do Património de Beja está a recolher assinaturas para uma petição que será entregue à Assembleia da República e quer reunir-se com os grupos parlamentares.
O serviço Intercidades (de Lisboa a Évora e a Beja) da Linha do Alentejo está suspenso devido a obras da REFER no troço Bombel/Vidigal-Évora, que vão decorrer até Maio.

Fonte: Diário do Alentejo 27 de Janeiro de 2011

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

"ASSALTO AOS COMBOIOS DE BEJA"


Estação de Beja, Jan.2011, Rita Cortês

"A Associação de Defesa do Património de Beja (ADPB) promove esta quarta-feira, 26, aquele que apelida de "maior assalto da história da cidade". A iniciativa, agendada para as 19h30 na estação de caminhos-de-ferro de Beja, vai encenar o assalto a um comboio, de modo a "alertar e sensibilizar toda a comunidade para uma situação a todos os níveis insustentável e lesiva dos legítimos interesses dos baixo-alentejanos". Em causa está a intenção da CP em acabar, a partir do mês de Maio, a ligação directa por comboio de Beja a Lisboa, com a extinção do Intercidades entre ambas as localidades. Também a Assembleia Municipal de Beja reúne esta quarta-feira, pelas 21h00, no auditório da Biblioteca Municipal, numa sessão extraordinária agendada pelo presidente Bernardo Loff para debater e analisar "as intenções da CP referentes às ligações ferroviárias para Beja". Entretanto, o deputado do PSD Luís Rodrigues anunciou que vai questionar o Governo sobre a falta de requalificação e electrificação no troço para Beja da linha ferroviária do Alentejo, depois de a REFER garantir que essa intervenção nunca esteve nos seus planos. Em declarações à Agência Lusa, o parlamentar adiantou que, “ao contrário daquilo que alguns responsáveis do PS têm vindo a dizer, a administração da REFER diz que a obra nunca esteve nos seus planos, nem lhes foi dada essa orientação”.

Fonte: Correio da Alentejo