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quinta-feira, 28 de julho de 2011

CP ANUNCIA INTERCIDADES PARA MAS DISPONIBILIZA AUTOMOTORAS PARA BEJA:


«A CP anuncia no seu site na internet que a linha do Alentejo já reabriu com ligações intercidades entre a capital do País e as cidades de Évora e Beja. No ar fica a ideia que a ligação Beja – Lisboa – Beja vai ser, totalmente, efectuada por comboios intercidades. No entanto a situação verificada e previamente anunciada estabelece que por o “trajecto entre Casa Branca e Beja não estar electrificado a CP optou por efectuar essa ligação em automotoras diesel modernizadas no que se refere, nomeadamente, aos níveis de conforto dos bancos e espaço entre estes, tomadas para computador e climatização”. Apesar de tudo, o site da transportadora informa os clientes que as ligações são feitas em comboios intercidades. A CP refere que “o serviço intercidades, através de 4 comboios diários por sentido, permite ligar Lisboa a Évora em 1h21 e Lisboa a Beja em 2h06”. »

Fonte: Rádio Pax

segunda-feira, 14 de março de 2011


VIAGEM DO INTERCIDADES LISBOA-ÉVORA VAI DEMORAR MENOS 20 A 30 MINUTOS:


CP admite desistir de automotoras e voltar a colocar o serviço com máquina e carruagens na ligação entre a capital e a cidade alentejana, encurtando a viagem para hora e meia

A modernização da Linha do Alentejo, que inclui a electrificação e rectificação do traçado desde Bombel (Vendas Novas) a Évora, pode permitir uma redução do trajecto entre 20 e 30 minutos, disse fonte oficial da CP.

Desta forma, os Intercidades Lisboa-Évora poderiam reduzir o seu tempo de percurso que era de uma hora e 56 minutos com material diesel (até Maio do ano passado quando a linha fechou para obras) para uma hora e meia, tornando a viagem mais competitiva com os expressos rodoviários e com o próprio transporte individual.

Mas para que isso aconteça a CP terá de desistir do seu projecto de ali colocar automotoras UTE (Unidades Triplas Eléctricas) modernizadas, cuja velocidade máxima é de 120 quilómetros por hora. Em vez disso, deve manter as carruagens Intercidades, mas agora rebocadas pelas locomotivas eléctricas 5600, capazes de circular a 200 km/h. A velocidade máxima, contudo, não passaria dos 160 km/h, que é o limite a que as carruagens podem circular.

Se a CP mantiver estas intenções e a Rede Ferroviária Nacional (Refer) continuar a garantir que a Linha do Alentejo poderá aceitar estas velocidades, Évora passará a contar em Maio próximo (quando se concluírem as obras) com um inesperado serviço de cinco intercidades diários em cada sentido com tempos de viagem bastante rápidos.

Mau tempo atrasa obras

Já para Beja, a CP mantém que não vale a pena colocar comboios a diesel a circular debaixo da catenária (cabos de alta tensão) e que o troço não electrificado entre aquela cidade e Casa Branca (63 quilómetros) será assegurado com UDD (Unidades Duplas Diesel) que darão correspondência aos Intercidades de Évora. Uma decisão que tem causado grande controvérsia na capital do Baixo Alentejo, que se vê secundarizada face a Évora.

A CP tem em curso nas suas oficinas da Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário a modernização de duas UDD para servirem de "navettes" entre Casa Branca e Beja e três UTE, inicialmente previstas para o Lisboa-Évora, mas que a empresa admite agora dar-lhes outra utilização. A modernização destas cinco automotoras custa um milhão de euros e inclui assentos mais confortáveis, bem como novas mesas, bagageiras e pavimento. A pintura exterior também será alterada.

Apesar da Refer ter fechado a Linha do Alentejo durante um ano para nela se poder trabalhar 24 horas por dia, a mesma não irá reabrir a 1 de Maio quando se completarem o prazo para as obras. Fonte oficial da Refer disse que "as condições atmosféricas adversas que se têm vindo a fazer sentir desde Outubro de 2010 estão a impedir o conveniente tratamento da nova plataforma ferroviária, o que poderá reflectir-se na data de reabertura da linha".

O presidente da CP, José Benoliel, explicou que o atraso, a existir, não será da parte da sua empresa, que "tudo fará para ter o material circulante disponível na data prevista de reabertura".


Fonte: Jornal Público, 14 de Março de 2011

sábado, 26 de fevereiro de 2011

CP SUPRIME INTERCIDADES NA BEIRA BAIXA SEM GARANTIR ALTERNATIVA RODOVIÁRIA

Trabalhos na via-férrea justificam supressão de ligações rápidas na Beira Baixa, mas Refer diz que não tem de pagar transporte alternativo à CP

A CP suprimiu dez comboios Intercidades que deveriam ligar Lisboa à Covilhã, mas que ficam por Castelo Branco. Daí para a frente a linha está fechada de ontem até amanhã para a realização de obras da responsabilidade da Rede Ferroviária Nacional (Refer). Os comboios foram suprimidos sem qualquer alternativa para os clientes.

A Refer entende que, não sendo operadora de transportes, não lhe compete organizar o serviço rodoviário, mas disponibiliza-se a pagá-lo à CP se esta tratar disso. Mas a transportadora ferroviária tem uma versão diferente e diz que "a Refer deixou de suportar os custos com a contratação de transportes alternativos em virtude de interdições de circulação na rede ferroviária a partir de 26/1/2010." Por esse motivo, acrescenta a empresa, este tipo de custos "têm sido inteiramente suportados pela CP".

Só que, devido à contenção de custos, a empresa resolveu só assegurar serviço rodoviário de substituição para os escassos comboios regionais da Beira Baixa, uma vez que neles podem viajar clientes com passe. Já para os Intercidades foi mais fácil bloquear as vendas entre Castelo Branco e Covilhã para estes dias e o assunto ficou resolvido de forma expedita e mais barata. A Refer justifica a interdição da via pela complexidade das obras, que não podem ser realizadas durante a noite. Trata-se, sobretudo, de intervenções nos túneis da Gardunha e de Fatela/Penamacor que têm de ser escavados para rebaixar a soleira ao mesmo tempo que se abrem nichos na abóbada para neles instalar o suporte da catenária. A obra destina-se a concluir a electrificação da Linha da Beira Baixa em Maio deste ano.

Entretanto, o Grupo de Amigos do Caminho-de-Ferro da Beira Baixa endereçou uma carta aberta ao presidente da Câmara da Covilhã alertando-o para a possibilidade de a CP, a partir de Maio, acabar com os Intercidades com material circulante habitual (locomotiva e carruagens) e substituí-lo por automotoras UTE (Unidades Triplas Eléctricas) iguais às que efectuam o serviço regional.

"O serviço Covilhã-Lisboa tem características de longo curso e o material referido [UTE] não dispõe das características de conforto para uma viagem de maior duração", lê-se no documento, que exorta o autarca a tomar medidas para não deixar morrer o caminho-de-ferro da Beira Baixa. No entanto, a CP nega essa intenção, mantendo que as automotoras eléctricas só substituirão os comboios Intercidades nos serviços entre Lisboa, Évora e Beja.


Fonte: Jornal Público, 26 de Fevereiro de 2011

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

BEJENSES CONCENTRAM-SE NA ESTAÇÃO DE BEJA


Estação de Beja, Janeiro 2011, Rita Cortês

Um "grupo de terroristas" tentou esta quarta-feira, 26, sem sucesso, "negociar" com habitantes de Beja a troca do Intercidades por uma automotora, numa representação durante um protesto contra o eventual fim das ligações directas daquele comboio entre Beja e Lisboa.
O protesto, que decorreu no início da noite junto à estação da CP de Beja, reuniu centenas de pessoas contra a intenção da transportadora de acabar com as ligações directas de Intercidades entre Beja e Lisboa, que passarão a ser feitas através de automotora diesel entre Beja e Casa Branca, onde será feito transbordo para comboio eléctrico até à capital.
Promovido pela Associação de Defesa do Património de Beja, o protesto serviu também para exigir a electrificação da linha ferroviária entre Beja e Casa Branca e a manutenção das ligações entre Beja e Funcheira, que permitem a ligação ao Algarve.
A representação teatral efectuada durante o protesto envolvia um alegado "grupo de terroristas contratado pela CP" para tentar "oferecer" aos habitantes de Beja uma antiga automotora.
"O futuro está nas automotoras. Temos para vos oferecer uma automotora com quase 100 anos e que ainda cheira a novo", disse o "porta-voz" do grupo às pessoas concentradas, que responderam efusivamente: "Queremos o comboio Intercidades!"
Por sua vez, o "porta-voz" dos bejenses, que "negociou" com os "terroristas", lembrou que no próximo "dia 11 de Fevereiro faz 147 anos que o comboio chegou a Beja e não pode ser a CP a calar toda esta história".
"Queremos o Intercidades directo para Lisboa, a electrificação da linha e chegar a tempo e horas e com conforto ao Algarve", reivindicou, "em nome" dos bejenses.
A representação "foi uma paródia que representa a realidade", explicou aos jornalistas o presidente da Associação de Defesa do Património de Beja, Florival Baiôa, acusando a CP de estar a praticar uma "política de destruição" das ligações ferroviárias a Beja.
A intenção da CP é "muito preocupante e muito perigosa", corroborou à Lusa Maria de Lurdes, de 56 anos, que mora em Beja e tem um filho a estudar em Lisboa.
"Muitas" famílias de Beja "têm os filhos a estudar em Lisboa" e "muitas pessoas", sobretudo idosos, deslocam-se à capital para consultas ou exames médicos e "o comboio é um meio de transporte essencial para eles", lembrou.
A Associação de Defesa do Património de Beja está a recolher assinaturas para uma petição que será entregue à Assembleia da República e quer reunir-se com os grupos parlamentares.
O serviço Intercidades (de Lisboa a Évora e a Beja) da Linha do Alentejo está suspenso devido a obras da REFER no troço Bombel/Vidigal-Évora, que vão decorrer até Maio.

Fonte: Diário do Alentejo 27 de Janeiro de 2011

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

"ASSALTO AOS COMBOIOS DE BEJA"


Estação de Beja, Jan.2011, Rita Cortês

"A Associação de Defesa do Património de Beja (ADPB) promove esta quarta-feira, 26, aquele que apelida de "maior assalto da história da cidade". A iniciativa, agendada para as 19h30 na estação de caminhos-de-ferro de Beja, vai encenar o assalto a um comboio, de modo a "alertar e sensibilizar toda a comunidade para uma situação a todos os níveis insustentável e lesiva dos legítimos interesses dos baixo-alentejanos". Em causa está a intenção da CP em acabar, a partir do mês de Maio, a ligação directa por comboio de Beja a Lisboa, com a extinção do Intercidades entre ambas as localidades. Também a Assembleia Municipal de Beja reúne esta quarta-feira, pelas 21h00, no auditório da Biblioteca Municipal, numa sessão extraordinária agendada pelo presidente Bernardo Loff para debater e analisar "as intenções da CP referentes às ligações ferroviárias para Beja". Entretanto, o deputado do PSD Luís Rodrigues anunciou que vai questionar o Governo sobre a falta de requalificação e electrificação no troço para Beja da linha ferroviária do Alentejo, depois de a REFER garantir que essa intervenção nunca esteve nos seus planos. Em declarações à Agência Lusa, o parlamentar adiantou que, “ao contrário daquilo que alguns responsáveis do PS têm vindo a dizer, a administração da REFER diz que a obra nunca esteve nos seus planos, nem lhes foi dada essa orientação”.

Fonte: Correio da Alentejo

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

PETIÇÃO "RAMAL DE BEJA E OUTRAS DORES DE ALMA"


Estação de Beja, 2009, Rita Cortês

"Não queremos ficar cada vez mais longe de Lisboa e, muito menos, mais distantes do desenvolvimento económico, social e cultural. A população residente no Baixo-Alentejo e/ou frequentadora dos comboios intercidades Beja — Lisboa — Beja protesta contra o projecto da CP que torna indirectas as ligações a Lisboa, com paragem em Casa Branca, tornando-a mais longa temporalmente e mais incómoda, assim como a intenção de eliminar a ligação ao Algarve. Este projecto, de perspectiva puramente economicista, isola ainda mais a região, contribuindo para a sua desertificação e complicando os acessos a todos aqueles que possam vir a usufruir do futuro aeroporto de Beja.
Os abaixo assinados exigem que sejam restabelecidas as ligações directas intercidades de Beja a Lisboa, assim como a electrificação da linha de caminhos-de-ferro até Casa Branca e a continuidade da ligação com o Algarve, através do ramal da Funcheira."

Para assinar a petição: http://www.peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=beja

sábado, 22 de janeiro de 2011

BEJA PERDE LIGAÇÃO DIRECTA A LISBOA:


Estação de Beja, 2009, Filipe Campêlo


Quando a linha do Alentejo for reaberta à circulação ferroviária - após um período de obras previsto de 12 meses, que teve início em Maio do ano passado - a CP vai alterar por completo a oferta que ali prestava, passando a realizar cinco ligações directas nos dois sentidos entre Lisboa e Évora e nenhum comboio directo para Beja.

Até Maio do ano passado havia três ligações do serviço Intercidades em cada sentido entre Lisboa e Évora e duas ligações, também em cada sentido, entre a capital portuguesa e Beja. Mas estes dois serviços de longo curso eram os que mais prejuízo implicavam para a CP, porque nunca chegaram a alcançar uma quota de mercado que pagasse uma pequena parte dos custos de exploração.

Um dos problemas era que as composições (de apenas duas ou três carruagens) eram rebocadas por pesadas e dispendiosas locomotivas a diesel. As obras que a Refer entretanto está a levar a cabo na linha do Alentejo vão deixar o percurso até Évora totalmente electrificado, mas a linha para Beja ficou à margem dessa modernização. E como a tracção eléctrica é mais barata do que a diesel, a CP vai oferecer agora dez ligações diárias entre Lisboa e Évora (cinco em cada sentido), as quais terão correspondência na estação de Casa Branca para a linha de Beja.

José Benoliel, presidente da CP, explicou ao PÚBLICO que nos cerca de 200 quilómetros que distam entre Lisboa e Beja, só 63 não são electrificados, não sendo, por isso, racionalmente económico manter comboios a diesel a gastar combustível debaixo da catenária quando a linha é maioritariamente electrificada.

Daí a opção por se colocar uma automotora a fazer de vaivém entre Beja e Casa Branca, dando correspondência às dez ligações Intercidades entre Évora e Lisboa.

Automotoras mais lentas

Mas o próprio serviço para Évora sofrerá também uma redução em termos de conforto e comodidade. Em vez de carruagens Intercidades rebocadas por uma máquina eléctrica, a CP optou por uma solução mais barata, com recurso a automotoras eléctricas modernizadas. Esse material já circulava na linha da Azambuja nos anos de 1970, mas foi submetido a uma modernização. Hoje, esse material tem um visual exterior moderno, assente numa estrutura já envelhecida. E vai ser com estas automotoras, menos confortáveis e menos rápidas, que o serviço de longo curso será assegurado entre Lisboa e Évora.

Mais algumas ligações, em piores condições

O que ganham e perdem Évora e Beja quando o serviço de longo curso da CP para o Alentejo for retomado? Évora ganha mais duas ligações directas para Lisboa em cada sentido (cinco, em vez das três que tinha anteriormente), ganha maior fiabilidade e rapidez no serviço devido à tracção eléctrica e perde conforto porque os comboios Intercidades serão trocados por automotoras (menos cómodas e mais barulhentas).

Os potenciais clientes deste transporte que saiam ou tenham como destino Beja ganham a possibilidade de ter cinco ligações a Lisboa por dia, mas perdem os comboios directos para a capital devido aos transbordos obrigatórios em Casa Branca.

Além disso, perdem qualidade no serviço (ligação não directa e feita por automotoras antigas que foram modernizadas).

Abre linha, fecha linha, abre linha...

A modernização do troço Bombel-Casa Branca representa um investimento de 48,4 milhões de euros da Refer e insere-se na construção do eixo Sines-Badajoz. Será a partir daqui que esta linha vai entroncar no futuro traçado do TGV. Os trabalhos deviam acabar a 1 de Maio, mas há quatro anos, em 2006, a Refer tinha fechado a linha para Évora durante nove meses para obras de reabilitação, que, contudo, ficaram incompletas. Só agora a electricidade chegará à linha que serve Évora.

Partidos e utentes contra fim do serviço Intercidades

O descontentamento com a possibilidade do fim do serviço Intercidades que liga Lisboa a Évora e a Beja já chegou à Assembleia da República. Hoje é votado um projecto de resolução apresentado pelo PCP que defende a manutenção do serviço e reclama a sua requalificação, em termos de conforto e de oferta horária."Sobretudo com uma linha requalificada e agora electrificada [estão a decorrer obras com conclusão prevista para Maio] não faz sentido que o serviço se reduza, faz sentido é que o serviço seja melhorado", disse ao PÚBLICO o deputado comunista João Oliveira, que cita o relatório anual de actividades da CP em que se refere que os comboios Intercidades serão substituídos por automotoras modernizadas - o que, aos olhos do partido, significa "uma degradação da qualidade do serviço".

O projecto foi apresentado anteontem, juntamente com uma petição promovida por utentes diários daquela linha e que recolheu 4433 assinaturas. A petição reivindica o não encerramento dos 200 km da linha para as obras que estão a decorrer em apenas 32 km e a manutenção do Intercidades entre Lisboa e Évora.

Os socialistas não estão preocupados com o fim deste serviço "que se chama Intercidades mas tem características de urbano": "Mantemos o mesmo tipo de comboio, melhoramos a circulação e chamamos-lhe outra coisa. É uma falsa questão, a do PCP", disse ao PÚBLICO o deputado Luís Gonelha. O PSD, que concorda com o encerramento total da linha para obras, considera este projecto de resolução do PCP "inoportuno". "Primeiro vou ver quais são as soluções [da CP para ligar Lisboa a Évora e a Beja] e só depois disso é que, concordando ou não, vamos tomar uma decisão", sustentou o deputado "laranja" Luís Rodrigues.

O CDS-PP considera que o Governo deve tomar "as medidas necessárias para que sejam prestados aos utentes esclarecimentos quanto ao calendário das obras e ao restabelecimento desta ligação Intercidades".


Fonte: Jornal Público