segunda-feira, 30 de maio de 2011

ENQUANTO NÃO HÁ COMBOIOS É A ISTO QUE NOS TEMOS DE SUJEITAR:



Estação de Camionagem de Beja, Maio 2011

terça-feira, 17 de maio de 2011

SECRETÁRIO DE ESTADO DOS TRANSPORTES DEFENDE LIGAÇÃO BEJA-SINES:


"Na intervenção durante o “Fórum Baixo Alentejo-Construir o Futuro”, o secretário de Estado dos Transportes defendeu como mais importante a ligação ferroviária Beja-Sines do que a Beja-Casa Branca (Lisboa).
Falando como um dos oradores do “Fórum Baixo Alentejo-Construir o Futuro”, promovido pela Federação do Partido Socialista, no quarto painel dedicado ao tema “Turismo, aeroporto e acessibilidades”, o secretário de Estado dos Transportes, defendeu que Beja deve ser colocada no corredor logístico de Sines, como ponto de atracção de actividades económicas “valorizando o aeroporto e o porto”.
Carlos Correia da Fonseca (na foto), referiu que suas necessárias “opções sérias e necessárias” , defendendo que a “maior prioridade” ferroviária será Beja-Sines “e não tanto”, Beja-Casa Branca.
A defesa da ligação ferroviária, feita pelo secretário de Estado, enquadrou-se no facto de aeroporto, portos e estradas “só por si, não serem nada”, sustentando que devem ser criadas “cadeias logísticas”.
Florival Baiôa, presidente da Associação para a Defesa do Património de Beja, concorda com o plano integrado ferroviário para a região que o secretário de Estado defende, mas, “incluindo a ligação intercidades a Lisboa”, deixando o “recado” aos autarcas que “todos devem defender o interesse comum e não os do seu concelho”. Recorde-se que na sessão de encerramento do fórum, o presidente da Federação do Baixo Alentejo do Partido Socialista justificou que nos últimos anos a região “recebeu os maiores investimentos de sempre”, citando entre outros a construção do aeroporto e do IP 8."

Fonte: Voz da Planície
A AUTOMOTORA CASA BRANCA-BEJA ESTÁ QUASE A CHEGAR!!
SÓ MAIS UM POUCO DE PACIÊNCIA!!



quinta-feira, 12 de maio de 2011

CAVACO SILVA DESCONHECE INEXISTÊNCIA DE COMBOIOS PARA LISBOA E ALGARVE:



"O Presidente da República ouviu ontem as preocupações do movimento criado em defesa das ligações ferroviárias directas a Lisboa, da electrificação da linha até Beja e da continuidade da circulação até à Funcheira. Florival Baiôa expressou a Cavaco Silva os constrangimentos actualmente existentes e as pretensões da CP. O Presidente da República desconhece os problemas ferroviários sentidos em Beja." (Fonte: Radio Pax)




COMENTÁRIO: A autora deste blogue enviou em 16 de Fevereiro de 2011 uma carta ao Sr. Exmo. Presidente da República expondo-lhe os 'problemas ferroviários sentidos em Beja', remetendo inclusivamente para o presente blogue. A Presidência da República acusou a recepção da carta em 1 de Março do corrente ano...


terça-feira, 26 de abril de 2011

BEJA: MERECE COMBOIOS, CAMPANHA ARRANCOU HOJE:




"A Associação para a Defesa do Património Cultural de Beja e o Movimento de Cidadãos a favor da continuidade do Intercidades, apresentou hoje de manhã a campanha, “Beja Merece”. Camisolas e bandeiras, para colocação em lojas e habitações, são os materiais de suporte que vão estar à venda, por agora nas Portas de Mértola e depois durante a Ovibeja.
Florival Baiôa falando em nome do Movimento, referiu que o objectivo mais imediato com esta campanha é que o centro da cidade adopte esta bandeira, quer nos espaços comerciais, quer nas habitações, seja colocada a bandeira como forma de demonstrar a solidariedade com esta causa comum.
O Movimento vai aproveitar a Ovibeja para contactar com todos os responsáveis políticos que visitem o certame, no sentido de os sensibilizar para a importância da revitalização das redes ferroviárias na região.
Com eleições legislativas à porta, Florival Baiôa acredita que os candidatos a deputados pelo círculo eleitoral de Beja e os respectivos partidos vão inscrever nos seus programas eleitorais a melhoria das acessibilidades para a região, nomeadamente as ferroviárias."

Fonte: Rádio Voz da Planície

sábado, 23 de abril de 2011

sábado, 16 de abril de 2011

IMAGEM INÉDITA DAS OBRAS DO TROÇO FERROVIÁRIO BEJA-ÉVORA QUE ABRIRÁ EM BREVE (PREVISTO 1 DE MAIO DE 2011):


quarta-feira, 6 de abril de 2011

NOVA CAMPANHA: "BEJA MERECE COMBOIOS"



Uma nova campanha com a assinatura “Beja merece: Comboios” que aproveite a Ovibeja para dar mais visibilidade à luta pela defesa das ligações directas a Lisboa e a modernização da linha férrea até Beja, foram algumas das decisões tomadas ontem em reunião plenária. O Movimento de Cidadãos que defende as ligações ferroviárias directas a Lisboa e a modernização da linha férrea até Beja, reuniu, ontem, na Casa da Cultura de Beja, para fazer o ponto de situação das actividades desenvolvidas e programar novas acções. Entre as novas acções destacam-se o lançamento de uma nova campanha com a divisa “Beja merece: Comboios”, que vai procurar durante a realização da Ovibeja divulgar junto dos visitantes do certame as causas do movimento. De igual forma, pretende-se chegar à fala com todos os responsáveis políticos que visitem a feira, no sentido de lhe entregar um memorando sobre o fim anunciado das ligações directas a Beja, procurando indagar junto desses responsáveis o seu posicionamento sobre a matéria. Na reunião foi ainda dada a conhecer a carta, que o Ministro dos Transportes enviou, no passado dia 14 de Março, para a Comissão de Obras Públicas Transportes e Comunicações, dando conta que no desenrolar do processo que levou à solução apresentada pela CP, foram ouvidas as câmaras municipais abrangidas pela reestruturação, e que estas terão concordado com a proposta apresentada pela CP. Perante esta situação, o Movimento deliberou ontem, pedir às instituições que adoptem posições formais de apoio aos princípios defendidos na petição entregue pelo Movimento na Assembleia da República.


Fonte: Radio Voz da Planície

sexta-feira, 1 de abril de 2011

MOVIMENTO EM DEFESA DO INTERCIDADES REALIZA REUNIÃO MAGNA DIA 4 DE ABRIL (SEGUNDA-FEIRA): Na sequência dos contactos políticos mantidos entre a Comissão do Ramal de Beja, liderada pela Associação de Defesa do Património de Beja, a Assembleia da Republica e o Ministério dos Transportes, Obras Publica e Comunicações, o Movimento de Cidadão agendou uma Reunião Magna, para segunda-feira, dia 4, às 21,00h, na Casa da Cultura de Beja. Na reunião serão analisados documentos como o orçamento da CP para o ano 2011; o orçamento de estado para 2011 e a resposta do Gabinete do Ministério à Comissão Parlamentar dos Transportes. Florival Baiôa, presidente da Associação de Defesa do Património de Beja, acredita que esta é uma reunião importante. O mesmo responsável afirma que é preciso ter novas orientações e estratégias e “perceber qual é o próximo passo” uma vez que vão realizar-se eleições legislativas. Fonte: Radio Pax

segunda-feira, 28 de março de 2011

BEJA: DELEGAÇÃO DE CIDADÃOS DEFENDEU INTERCIDADES EM REUNIÃO COM O GOVERNO


A Associação de Defesa do Património de Beja insistiu junto do Governo na manutenção das ligações directas entre Beja e Lisboa, via comboio Intercidades, e na electrificação do troço Casa Branca-Beja da Linha do Alentejo. Uma delegação da associação reuniu sexta-feira, 25, em Lisboa com o secretário de Estado dos Transportes, Carlos Correia da Fonseca, a quem transmitiu a posição do grupo de cidadãos criado em Beja em defesa das ligações directas via comboio Intercidades até Lisboa e da ligação até Faro e a electrificação do troço Casa Branca-Beja. "Mais uma vez defendemos a importância da manutenção das ligações directas entre Beja e Lisboa via Intercidades", disse à Lusa José Filipe Murteira, do grupo, referindo que o secretário de Estado dos Transportes disse que irá "interceder junto da administração da CP" para a empresa "avaliar a possibilidade de manter pelo menos duas ligações directas diárias". Segundo José Filipe Murteira, em relação às ligações directas via Intercidades entre Beja e Lisboa, o secretário de Estado dos Transportes disse "compreender" a posição do grupo, mas também os "argumentos de défice de exploração" das ligações apresentados pela CP. Em relação à electrificação do troço Casa Branca-Beja da Linha do Alentejo, disse José Filipe Murteira, o secretário de Estado dos Transportes explicou que "a questão da electrificação de ferrovias a nível nacional está praticamente parada, devido à situação financeira do país". No entanto, frisou, o grupo defendeu a hipótese de a obra ser financiada por fundos comunitários, através do Quadro de Referência Estratégico Nacional, e o secretário de Estado dos Transportes comprometeu-se a "interceder" junto da REFER para a empresa "estudar a viabilidade de electrificação" do troço Casa Branca-Beja. As intenções da CP de acabar com as ligações directas via Intercidades entre Beja e Lisboa e da ligação até Faro e a defesa da electrificação do troço Casa Branca-Beja já motivaram duas manifestações e uma petição. Lançada pela Associação de Defesa do Património de Beja, a petição, com 15.071 assinaturas e que já foi entregue no Parlamento, exige a manutenção das ligações directas via intercidades entre Beja e Lisboa, que irão passar a ser feitas através de automotora diesel entre Beja e Casa Branca, onde será feito transbordo para comboio eléctrico até à capital. A manutenção das ligações entre Beja e a Funcheira, que permite a ligação ao Algarve, e a electrificação do troço entre Beja e Casa Branca da Linha do Alentejo são as outras exigências da petição. O serviço Intercidades (de Lisboa a Évora e a Beja) da Linha do Alentejo está suspenso devido a obras da REFER no troço Bombel/Vidigal-Évora a decorrer até Maio deste ano.


domingo, 27 de março de 2011



Clicar na imagem para ver a 9 edição da publicação Trainspotter - Portugal Ferroviário, relativa ao mês de Março de 2011. Destaca-se o editorial de Ricardo Ferreira sobre o encerramento do ramal de Cáceres e Leixões e sobre o desaparecimento do Intercidades de Beja.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Clicar na imagem para aceder ao blogue "A Nossa Terrinha", com um excelente artigo sobre a estação de comboios de Vila Viçosa.

segunda-feira, 21 de março de 2011

sexta-feira, 18 de março de 2011

PARTIDO OS "VERDES" ENTREGA PROJECTO DE RESOLUÇÃO - LIGAÇÃO FERROVIÁRIA A BEJA NA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA:

“Os Verdes” entregaram Projecto de Resolução - Ligação Ferroviária a Beja na Assembleia da República

Neste documento o Partido Ecologista “Os Verdes” (PEV) defendem que “a maior procura do comboio como forma de mobilidade, bem como a sua procura para efeitos de transporte de mercadorias, em detrimento do sector ferroviário deve constituir um objectivo político central, de contributo para a sustentabilidade do desenvolvimento e a modernização do país”. O PEV considera que a opção dos Governos tem sido “absolutamente” inversa.
Neste Projecto de Resolução o PEV afirma que esta política defendida pela CP e pelo Governo de que Beja, capital de distrito, perca a ligação ferroviária directa a Lisboa significa “um contributo real para um maior isolamento de Beja em relação ao país e designadamente em relação à capital, o que é inaceitável do ponto de vista da coesão territorial e do combate às assimetrias regionais”.
O Projecto de Resolução apresentado por “Os Verdes” recomenda ao Governo: “a manutenção e valorização da ligação ferroviária directa entre Beja e Lisboa; a urgente electrificação do troço ferroviário entre Casa-Branca e Beja; a continuação da ligação ferroviária ao Algarve, através da Funcheira, criando condições para uma nova geração de intercidades entre Lisboa e o Algarve, passando por Beja”.
Heloísa Apolónia, deputada de “Os Verdes”, explica que o PEV decidiu apresentar este Projecto, apesar de já haver uma petição na Assembleia da República, porque as petições são discutidas mas não são votadas. A mesma responsável afirma que a votação é “extraordinariamente importante para perceber o posicionamento de todas as bancadas parlamentares e dos deputados” e também “porque a aprovação de uma resolução seria uma grande pressão sobre o Governo para a concretização dessas medidas”.


Fonte: Rádio Pax

quarta-feira, 16 de março de 2011

ATÉ QUANDO SE VAI CONTINUAR A PLANEAR O MAPA DOS CAMINHOS-DE-FERRO PORTUGUESES APENAS EM FUNÇÃO DOS LUCROS IMEDIATOS E SEM QUALQUER VISÃO DE FUTURO??

segunda-feira, 14 de março de 2011


VIAGEM DO INTERCIDADES LISBOA-ÉVORA VAI DEMORAR MENOS 20 A 30 MINUTOS:


CP admite desistir de automotoras e voltar a colocar o serviço com máquina e carruagens na ligação entre a capital e a cidade alentejana, encurtando a viagem para hora e meia

A modernização da Linha do Alentejo, que inclui a electrificação e rectificação do traçado desde Bombel (Vendas Novas) a Évora, pode permitir uma redução do trajecto entre 20 e 30 minutos, disse fonte oficial da CP.

Desta forma, os Intercidades Lisboa-Évora poderiam reduzir o seu tempo de percurso que era de uma hora e 56 minutos com material diesel (até Maio do ano passado quando a linha fechou para obras) para uma hora e meia, tornando a viagem mais competitiva com os expressos rodoviários e com o próprio transporte individual.

Mas para que isso aconteça a CP terá de desistir do seu projecto de ali colocar automotoras UTE (Unidades Triplas Eléctricas) modernizadas, cuja velocidade máxima é de 120 quilómetros por hora. Em vez disso, deve manter as carruagens Intercidades, mas agora rebocadas pelas locomotivas eléctricas 5600, capazes de circular a 200 km/h. A velocidade máxima, contudo, não passaria dos 160 km/h, que é o limite a que as carruagens podem circular.

Se a CP mantiver estas intenções e a Rede Ferroviária Nacional (Refer) continuar a garantir que a Linha do Alentejo poderá aceitar estas velocidades, Évora passará a contar em Maio próximo (quando se concluírem as obras) com um inesperado serviço de cinco intercidades diários em cada sentido com tempos de viagem bastante rápidos.

Mau tempo atrasa obras

Já para Beja, a CP mantém que não vale a pena colocar comboios a diesel a circular debaixo da catenária (cabos de alta tensão) e que o troço não electrificado entre aquela cidade e Casa Branca (63 quilómetros) será assegurado com UDD (Unidades Duplas Diesel) que darão correspondência aos Intercidades de Évora. Uma decisão que tem causado grande controvérsia na capital do Baixo Alentejo, que se vê secundarizada face a Évora.

A CP tem em curso nas suas oficinas da Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário a modernização de duas UDD para servirem de "navettes" entre Casa Branca e Beja e três UTE, inicialmente previstas para o Lisboa-Évora, mas que a empresa admite agora dar-lhes outra utilização. A modernização destas cinco automotoras custa um milhão de euros e inclui assentos mais confortáveis, bem como novas mesas, bagageiras e pavimento. A pintura exterior também será alterada.

Apesar da Refer ter fechado a Linha do Alentejo durante um ano para nela se poder trabalhar 24 horas por dia, a mesma não irá reabrir a 1 de Maio quando se completarem o prazo para as obras. Fonte oficial da Refer disse que "as condições atmosféricas adversas que se têm vindo a fazer sentir desde Outubro de 2010 estão a impedir o conveniente tratamento da nova plataforma ferroviária, o que poderá reflectir-se na data de reabertura da linha".

O presidente da CP, José Benoliel, explicou que o atraso, a existir, não será da parte da sua empresa, que "tudo fará para ter o material circulante disponível na data prevista de reabertura".


Fonte: Jornal Público, 14 de Março de 2011

sexta-feira, 4 de março de 2011

quarta-feira, 2 de março de 2011


COMBOIOS/ BEJA: DISCUSSÃO DA PETIÇÃO NA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA



A Comissão de Obras Públicas, Transportes e Comunicações da Assembleia da República, ouviu ontem o ministro dos Transportes, António Mendonça e vai ouvir Florival Baioa, da ADPBeja, sobre a petição “Ramal de Beja e outras dores de alma”. O relator nomeado pela Comissão, é João Figueiredo, deputado do PSD.
“Discussão TGV”, é como se pode considerar a análise da petição N.º 145/ XI, denominada “Ramal de Beja e outras dores de alma”, que tem como primeiro peticionante a Associação para a Defesa do Património Cultural de Beja.

Contendo 15.071 assinaturas a petição deu entrada na Assembleia da República no dia 15 de Fevereiro, tendo baixado e sido admitida pela Comissão de Obras Públicas, Transportes e Comunicações no dia 23.

O ministro dos Transportes, António Mendonça “do ouvido ontem pela comissão”, revelou à Voz da Planície, Florival Baioa, que vai prestar esclarecimentos na mesma instituição “na próxima quinta-feira”.

O presidente da ADPBeja, afirma que “da CP não se espera nada de novo”, tendo em conta a reafirmação de que “só serão substituídos os comboios intercidades Lisboa-Beja, mantendo-se as automotoras”, situação que leva Florival Baioa a justificar que “só o Poder político pode alterar esta situação”.

A Comissão de Obras Públicas, Transportes e Comunicações nomeou como relator da petição João Figueiredo, deputado do PSD, eleito pelo Círculo de Viseu.

Fonte: Rádio Voz da Planície

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011


DESCUBRA PORTUGAL ENQUANTO HÁ COMBOIO:
Artigo de Opinião - Paula Ferreira

A CP é uma empresa surpreendente. Convida-nos, através de spots publicitários, a dar "uma escapadela com amigos e descobrir Portugal de comboio", como competente agência de turismo. E, ao mesmo tempo, continua a fechar linhas. Uma a uma, sem complacências a ajudar ao despovoamento.

Apresse-se, pois, se tenciona responder ao desafio da ferroviária portuguesa e partir à conquista do país ao som do pouca-terra, pouca-terra. Tanta é a pressa de excluir troços ferroviários que o gestor do site da CP, por certo, dificilmente acompanhará o ritmo. Na página online da companhia, o visitante é induzido em erro. Não existem nove propostas, como diz, "À descoberta de Portugal a bordo do comboio regional". Eram nove, agora são oito. No ramal de Cáceres, em Portalegre, o comboio deixou de apitar no primeiro dia de Fevereiro. Motivo: falta de rentabilidade. A nona proposta turística, que transportava o viajante a Castelo de Vide e Marvão, fica para a história.

Como para o estudo da arqueologia industrial ficarão alguns dos mais belos troços ferroviários portugueses. Corgo, Tua, Tâmega, Barca d'Alva... e outros se seguem certamente. Fica o interior do país mais abandonado, isolado, de solidões com menos acessos.

Serão estes cortes uma inevitabilidade? Não haveria outra solução: ao invés de encerrar, tornar estas linhas atractivas, verdadeiras alternativas ao automóvel?

O caminho parece ser outro. Há muito tempo, é certo, não ouvimos os políticos a dar qualquer sinal de preocupação com a despovoamento que devasta o país. Isso também faz parte do passado. E assim se avança. Fecham urgências hospitalares, fecham serviços de atendimento permanente, acabam os comboios. Até que não reste ninguém a morar por esses sítios. Quando a CP - empresa do Estado, da qual se espera um serviço público - fechar as linhas que dão prejuízo, fica no ponto para mudar de mãos. Quem a comprar não terá, seguramente, de prestar qualquer serviço público - o objectivo será mais prosaico, o lucro.

P.S. Nem só o interior é alvo do desmantelamento da CP. A linha de Leixões, pensada para transportar 2,9 milhões de pessoas por ano, fechou. Sem que a estação que lhe daria sentido (no hospital de S. João) chegasse sequer a nascer.

Fonte: Jornal de Notícias, 2 Fev. 2011

sábado, 26 de fevereiro de 2011

CP SUPRIME INTERCIDADES NA BEIRA BAIXA SEM GARANTIR ALTERNATIVA RODOVIÁRIA

Trabalhos na via-férrea justificam supressão de ligações rápidas na Beira Baixa, mas Refer diz que não tem de pagar transporte alternativo à CP

A CP suprimiu dez comboios Intercidades que deveriam ligar Lisboa à Covilhã, mas que ficam por Castelo Branco. Daí para a frente a linha está fechada de ontem até amanhã para a realização de obras da responsabilidade da Rede Ferroviária Nacional (Refer). Os comboios foram suprimidos sem qualquer alternativa para os clientes.

A Refer entende que, não sendo operadora de transportes, não lhe compete organizar o serviço rodoviário, mas disponibiliza-se a pagá-lo à CP se esta tratar disso. Mas a transportadora ferroviária tem uma versão diferente e diz que "a Refer deixou de suportar os custos com a contratação de transportes alternativos em virtude de interdições de circulação na rede ferroviária a partir de 26/1/2010." Por esse motivo, acrescenta a empresa, este tipo de custos "têm sido inteiramente suportados pela CP".

Só que, devido à contenção de custos, a empresa resolveu só assegurar serviço rodoviário de substituição para os escassos comboios regionais da Beira Baixa, uma vez que neles podem viajar clientes com passe. Já para os Intercidades foi mais fácil bloquear as vendas entre Castelo Branco e Covilhã para estes dias e o assunto ficou resolvido de forma expedita e mais barata. A Refer justifica a interdição da via pela complexidade das obras, que não podem ser realizadas durante a noite. Trata-se, sobretudo, de intervenções nos túneis da Gardunha e de Fatela/Penamacor que têm de ser escavados para rebaixar a soleira ao mesmo tempo que se abrem nichos na abóbada para neles instalar o suporte da catenária. A obra destina-se a concluir a electrificação da Linha da Beira Baixa em Maio deste ano.

Entretanto, o Grupo de Amigos do Caminho-de-Ferro da Beira Baixa endereçou uma carta aberta ao presidente da Câmara da Covilhã alertando-o para a possibilidade de a CP, a partir de Maio, acabar com os Intercidades com material circulante habitual (locomotiva e carruagens) e substituí-lo por automotoras UTE (Unidades Triplas Eléctricas) iguais às que efectuam o serviço regional.

"O serviço Covilhã-Lisboa tem características de longo curso e o material referido [UTE] não dispõe das características de conforto para uma viagem de maior duração", lê-se no documento, que exorta o autarca a tomar medidas para não deixar morrer o caminho-de-ferro da Beira Baixa. No entanto, a CP nega essa intenção, mantendo que as automotoras eléctricas só substituirão os comboios Intercidades nos serviços entre Lisboa, Évora e Beja.


Fonte: Jornal Público, 26 de Fevereiro de 2011

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011


COMBOIOS: MOVIMENTO DE CIDADÃOS QUER FALAR COM O PRESIDENTE DA REPÚBLICA E COM MINISTRO DAS OBRAS PÚBLICAS:

*

Depois da entrega da Petição “ Ramal de Beja e outras Dores de Alma” na Assembleia da República (entretanto já admitida na Comissão Parlamentar de Obras Públicas, Transportes e Comunicações), das reuniões com os Grupos Parlamentares e CP, o grupo que dinamiza o Movimento de Cidadãos em defesa do Intercidades reuniu para fazer o balanço das últimas actividades desenvolvidas e delinear as acções a desenvolver no futuro.

Um pedido de audiência ao Presidente da República e uma reunião urgente com o Ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, com o objectivo de sensibilizar estas entidades para a importância da manutenção e modernização da rede ferroviária do Alentejo e das ligações directas entre Beja e Lisboa, assegurando a ligação ao Algarve, é o próximo passo nas acções do Movimento de Cidadãos em defesa dos comboios.

Esta ronda de contactos, parte da ideia formada após a reunião com a CP, de que a questão da manutenção das ligações directas entre Beja e Lisboa e a electrificação da linha até Beja, se resolverão no plano da decisão politica, já que a CP se mostra inflexível ao plano de exploração já apresentado.

Outra frente de trabalho, consiste na recolha e compilação de dados que sustente junto dos Grupos Parlamentares a importância para a região desta acessibilidade. Estes dados serão importantes para a preparação do processo de audição, que vai obrigatoriamente ter lugar, na Assembleia da Republica com vista à elaboração do relatório da Petição que foi apresentada pelo Movimento. A organização de um grande colóquio/debate sobre a importância e valorização do transporte ferroviário, procurando respostas no plano técnico e político, para que no contexto da estruturação das acessibilidades regionais, a ferrovia seja considerada via estruturante em articulação com os pólos de desenvolvimento regional do Alqueva, Aeroporto de Beja e Porto de Sines.

Fonte: Rádio Voz da Planície

domingo, 20 de fevereiro de 2011

JAIME GAMA TEM "A SENSAÇÃO DE QUE BEJA ESTÁ A DESAPARECER DO MAPA"


A CP mantém-se irredutível: o comboio Intercidades directo entre Beja e Lisboa está mesmo suspenso. Foi esta a resposta dada pela administração da transportadora ferroviária aos representantes do movimento que contesta o fim daquele serviço e que é composto por autarcas de Beja, Alvito, Cuba, Viana do Alentejo e milhares de cidadãos.

As duas partes reuniram-se anteontem e, no fim, o presidente da Assembleia Distrital de Beja, Bernardo Loft, reconheceu que as expectativas de Beja saíram frustradas com a "intransigência" da administração da CP. A empresa foi igualmente clara quanto ao projecto de electrificação da linha até Beja: o Governo nunca oficiou a CP nesse sentido, embora não descarte essa possibilidade.

Face a este cenário, o movimento de contestação, que já realizou duas manifestações em Beja e entregou nesse mesmo dia uma petição no Parlamento, com mais de 15.000 assinaturas, propôs uma alternativa para evitar que os passageiros oriundos de Beja tenham de fazer transbordo para o Intercidades Lisboa-Évora, na estação de Casa Branca, quando aquela ligação for retomada. Mas a CP considerou essa solução "inviável". A empresa revelou mais flexibilidade na ligação Beja-Funcheira, que já esteve para ser suspensa a 1 de Fevereiro, mas manteve-se em funcionamento e agora "está a ser equacionada", podendo ser fechada por ter pouca procura.

As conclusões da reunião com a CP não foram nada "animadoras" acentuou um dos membros do movimento, Jorge Caetano. Contrastam com os resultados promissores das reuniões tidas com todos os grupos parlamentares com assento na Assembleia da República. Todos eles, sem excepção, se mostraram receptivos às reivindicações "legítimas" de Beja.

O próprio presidente do Parlamento, Jaime Gama, disse ter ficado "surpreendido" com o elevado número de assinaturas da petição, tecendo um comentário que deixou Florival Baiôa, membro do movimento de cidadãos apreensivo: "Tenho a sensação de que Beja está a desaparecer do mapa."

Do lado do PS, a deputada Ana Paula Vitorino sustentou, porém, que as aspirações de Beja têm de ser encaradas no "quadro de contenção orçamental que vivemos". O deputado Jorge Costa (PSD) acusou, por seu lado, o Governo de não ter definido prioridades para a rede ferroviária nacional e elaborado "um plano estratégico" para a região alentejana que enquadrasse as ligações ferroviárias e rodoviárias. Pelo PCP, João Ramos frisou que o seu partido já apresentou um "projecto de resolução" que defendia a manutenção do Intercidades, iniciativa que "foi chumbada" com os votos contra da bancada do PS e as abstenções do PSD e CDS. Heitor de Sousa (BE) e Hélder Amaral (CDS) mostraram-se disponíveis para levar a petição ao plenário do Parlamento.


Fonte: Jornal Público, 17/02/2011

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

COMBOIOS: GRUPOS PARLAMENTARES SENSIBILIZADOS. CP INTRASIGENTE

Sintonia total entre todos os grupos parlamentares, sobre a importância da manutenção do Intercidades entre Beja e Lisboa, a manutenção da ligação ao Algarve e a necessidade de electrificação do troço Casa Branca – Beja.
A nota dissonante seria dada ao final da tarde, na reunião com a CP, com a empresa a assumir que não vai alterar a sua posição de implementar as cinco ligações de Beja a Lisboa, mas com transbordo em Casa Branca.
Jaime Gama, Presidente da Assembleia da República, recebeu ontem as mais de 15.000 assinaturas que sustentam o texto da Petição, manifestando a sua surpresa por tão grande número de assinaturas recolhidas.

Florival Baiôa, do Movimento de Cidadãos, depois do encontro com Jaime Gama e das reuniões com todos os grupos parlamentares, fez para a Voz da Planície o balanço desses encontros, destacando o consenso manifestado em torno da necessidade da electrificação do troço de linha férrea até Beja, como fundamental para a continuação dos comboios na capital baixo-alentejana. Mais apreensões trouxeram as palavras de Jaime Gama, que manifestou a sua preocupação por “ter a sensação que Beja está a desaparecer do mapa”. Baiôa defende que os bejenses não querem esse desaparecimento e que este Movimento de Cidadania, vai ter de fazer mais coisas.

Sabor amargo teve a reunião que o Movimento, acompanhado por autarcas de Beja, Alvito, Cuba, Viana do Alentejo e outras instituições, tiverem com a administração da CP. A empresa, segundo Bernardo Loff, Presidente da Assembleia Municipal de Beja, foi totalmente intransigente naquilo que são as suas propostas, ou seja o fim dos Intercidades directos de Beja para Lisboa, gorando desta forma as expectativas que os cidadãos de Beja transportavam para esta reunião. Sobre a electrificação da linha até Beja, a CP reiterou, que nunca recebeu do Governo qualquer instrução para estudar essa situação, embora admita vir a faze-lo.

Já por parte dos Grupos Parlamentares, foi total o consenso em torno do objecto da petição, que ontem foi entregue pelo Movimento de Cidadãos, dinamizado pela Associação de Defesa do Património de Beja.

Ana Paula Vitorino - Deputada do PS:

A ex- secretária de estado dos transportes e comunicações, acompanhada pelos deputados socialistas eleitos por Beja, reconheceu que são reivindicações legítimas, mas que tem de ser encaradas no quadro de contenção orçamental que vivemos. Defendendo porém que existe por parte do Grupo Parlamentar do PS e do Governo, uma aposta na melhoria da Ferrovia, e que nessa medida se o Grupo se solidarizava com as reivindicações feitas pelo Grupo de Cidadãos e que irá procurar consensos com outros grupos parlamentares, que sejam exequíveis para apresentar ao Governo. Para a deputada, só faz sentido a aposta no triângulo Alqueva – Aeroporto – Porto de Sines, se tiver boas acessibilidades nomeadamente rodoviárias e ferroviárias.

Jorge Costa – Deputado do PSD:

O ex-secretário das Obras Públicas, de Durão Barroso e Santana Lopes, começou por acusar o governo de não ter definido prioridades, e que se limitou a mandar suspender as obras que a REFER tinha em curso. O deputado laranja defendeu que é preciso definir prioridades e que quando esta matéria, relacionada com a melhoria dos serviços, requalificação e electrificação da linha do Alentejo subir a Plenário contará com o apoio do PSD, por ser uma obra fundamental para a região, até pelos outros projectos em curso, como o Aeroporto. Jorge Costa entende que deveria existir um plano estratégico para a região, e que se ele existisse saberíamos hoje qual a data da inauguração do Aeroporto e como eram as ligações ferroviárias e rodoviárias.

João Ramos – Deputado do PCP:

O deputado comunista eleito por Beja, manifestou total abertura e disponibilidade para usar a capacidade de intervenção parlamentar do PCP, para lutar pela manutenção do Intercidades e da modernização da linha, recordando que o PCP já apresentou um projecto de resolução que defendia esta matéria e que o mesmo foi chumbado com os votos contra da bancada do PS e abstenção do PSD e CDS.

Confrontado com as posições consensuais dos outros grupos sobre a petição a deputado comunista afirmou que “agora não há motivo para que não seja aprovado em plenário uma recomendação ao governo”

Heitor de Sousa – Deputado do BE

O parlamentar do Bloco de Esquerda defende que a melhoria das acessibilidades ferroviárias só será possível com a electrificação da linha até Beja e depois até à Funcheira e que o BE está totalmente a favor da intenção e do objecto da petição e que logo que termine as obras devem ser retomadas as ligações directas do Intercidades entre Beja e Lisboa, e no futuro imediato que se avance para a electrificação da linha até Beja.

Hélder Amaral – Deputado do CDS :

Saudar a população pelas 15.000 assinaturas recolhidas com a Petição, tornando-se assim ela própria a primeira defensora dos seus interesses, foi a primeira mensagem do CDS, depois a manifestação que o partido está de acordo com o teor da Petição e ao lado das populações. Os centristas estão, segundo Hélder Amaral, disponíveis para procurar, junto das outras bancadas, em torno desta questão, consensos que podem passar pela apresentação de uma iniciativa do CDS, ou a viabilização de uma iniciativa de outra bancada, com vista à resolução do objecto da petição. Afirmando que “ não será pelo CDS que não haverá consenso.


Fonte: Rádio Voz da Planície
INTERCIDADES: CIDADÃOS DE BEJA NÃO ACEITAM POSIÇÃO DA CP E QUEREM FALAR COM O PRESIDENTE DA REPÚBLICA


Estação de Beja, Fevereiro 2011, Rita Cortês


A Associação de Defesa do Património de Beja acusa a CP de "intransigência" em relação às suas intenções para as ligações ferroviárias a Beja e anunciou que vai pedir audiências ao Governo e ao Presidente da República.
"A CP está intransigente, não recua e mantém a sua posição por uma suposta questão de racionalidade", disse Jorge Serafim, do grupo de cidadãos criado pela Associação de Defesa do Património de Beja para contestar as intenções da CP relativas às ligações ferroviárias a Beja.
Jorge Serafim falava após uma delegação do grupo ter reunido com a administração da CP, que, disse, "mantém a intenção de acabar com as ligações directas" via comboio Intercidades entre Beja e Lisboa, que passarão a ser feitas através de automotora diesel entre Beja e Casa Branca, onde será feito transbordo para comboio eléctrico até à capital.
"Achamos que devemos ter ligações directas" via Intercidades até Lisboa, "não tanto pelo transtorno do transbordo, mas mais pelo peso que a região quer ter no país e face ao que se preconiza em termos de desenvolvimento", disse Jorge Serafim.
Perante a "intransigência da CP", disse, o grupo vai pedir audiências ao ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, António Mendonça, e ao Presidente da República, Cavaco Silva.

Fonte: Correio do Alentejo

Ver também : Site do Observatório do Algarve

PS DO BAIXO ALENTEJO EXIGE A ELECTRIFICAÇÃO DA LINHA FFERROVIÁRIA DE BEJA:


Estação de Beja, Fevereiro 2011, Rita Cortês


O PS do Baixo Alentejo manifestou esta semana satisfação com "a reacção positiva para defesa da ferrovia" na cidade de Beja e elogiou a "importante mais-valia" que representa a participação da sociedade civil na reivindicação dos comboios Intercidades com ligação directa entre Beja e Lisboa. Apesar de reconhecer que o funcionamento da linha "envolve um grande défice, na ordem dos cinco milhões de euros anuais", o PS assume que a resposta dada pela CP aos cidadãos de Beja "não satisfaz cabalmente os interesses da capital do Baixo Alentejo".
"Tem de haver um claro compromisso com a qualidade do serviço, com a qualidade dos equipamentos e com a modernização e electrificação da infra-estrutura ferroviária que, directamente, serve e tem de continuar a servir Beja", afirma Luís Pita Ameixa, presidente da Federação do PS do Baixo Alentejo.

Fonte: Correio do Alentejo

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011


MOVIMENTO DE CIDADÃOS ENTREGA HOJE PETIÇÃO NA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA:


O Movimento de Cidadãos criado no seio da Associação de Defesa do Património de Beja entrega hoje ao Presidente da Assembleia da República a petição “Ramal de Beja e Outras Dores de Alma”. 15 mil e 71 pessoas subscreveram a Petição onde é exigida a electrificação da Linha Ferroviária até Beja, a manutenção das ligações directas Beja-Lisboa-Beja e a continuação da circulação até à Funcheira. O Movimento de Cidadãos vai ainda reunir-se com os diferentes Grupos Parlamentares durante a manhã. À tarde encontra-se com a Administração da CP. Florival Baiôa, presidente da Associação, conta trazer de Lisboa garantias que as ligações directas a Lisboa e a circulação para a Funcheira vão manter-se. O mesmo responsável espera que seja hoje feito o agendamento dos trabalhos de electrificação da Linha até Beja.
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Fonte: Radio Pax
Terça-feira, 15 de Fevereiro de 2011

POLITÉCNICO DE BEJA JUNTA-SE À "LUTA" PELOS COMBOIOS INTERCIDADES:

O Instituto Politécnico de Beja (IPB) reclama a manutenção das ligações directas em comboio Intercidades entre Beja e Lisboa e da ligação até Faro através da Funcheira e a electrificação do troço Casa-Branca-Beja da Linha do Alentejo.
Em comunicado enviado ao "CA", o pro-presidente para a Imagem e Comunicação do IPB, Aldo Passarinho, refere que o número de alunos oriundos dos distritos de Lisboa, Setúbal e Faro colocados no IPB registou um crescimento de "38,6 por cento" em 2010.
"Para mantermos este fluxo de alunos é necessário contarmos com boas acessibilidades, em particular aos distritos que alimentam o nosso crescimento", sublinha Aldo Passarinho.
Neste sentido, defende, "as ligações ferroviárias directas e com qualidade aos distritos de Setúbal e Lisboa" e a manutenção da ligação ao distrito de Faro através da Funcheira "serão uma mais-valia indiscutível".
Segundo Aldo Passarinho, o IPB, que conta com uma "comunidade académica composta por mais do que 4000 pessoas, entre alunos, docentes e não docentes", apoia "todas as acções que se enquadrem numa lógica de diálogo e decisão política" com vista à manutenção das ligações directas em Intercidades entre Lisboa e Beja e da ligação entre Beja e a Funcheira e as "reivindicadas melhorias" do troço Beja-Casa Branca, "através da electrificação da linha".
O IPB está também "disponível para dialogar com a CP" para "promover um debate de ideias que permita viabilizar uma rede de transportes em que a ferrovia assuma um papel fundamental, que será com toda a certeza reforçado com a entrada em funcionamento do novo aeroporto de Beja".
"É em representação de uma instituição com mais de 4000 ‘vozes’ que apelamos a um esforço de todas as partes para que possamos levar esta discussão a bom porto", afirma Aldo Passarinho.


Fonte: Correio do Alentejo
IMAGENS DA CONCENTRAÇÃO NO LARGO DA ESTAÇÃO DE BEJA DIA 14 DE FEVEREIRO:
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BEJA: "QUEREMOS O COMBOIO"


“Queremos o comboio” foram as palavras mais ouvidas ontem ao final da tarde na concentração em defesa das ligações ferroviárias directas a Lisboa. Esta iniciativa foi organizada pelo Grupo de Trabalho criado pela Assembleia Municipal de Beja, composto por membros da Assembleia e do Grupo de Cidadãos constituído no seio da Associação de Defesa do Património de Beja. No largo da CP, apesar da chuva, estiveram centenas de pessoas vindas de vários pontos do Alentejo, assim como autarcas, deputados e líderes partidários.
Florival Baiôa, presidente da Associação de Defesa do Património de Beja (ADPB) defendeu que é necessário “modernizar” os comboios e as linhas para que existam “mecanismos de desenvolvimento económico, social e cultural”. O mesmo responsável considera que para o País se desenvolver com “harmonia e equilíbrio é preciso olhar para o interior”.
Bernardo Loff frisou que as ligações ferroviárias directas para Lisboa são “essenciais”. O presidente da Assembleia Municipal apontou o comboio como um meio para “combater o isolamento do interior”. Bernado Loff classificou ainda este meio de transporte como mais económico e ecológico do que o rodoviário.
No dia em que se assinalaram os 147 anos da abertura da linha de comboios do Sul o presidente da Assembleia Municipal de Beja pediu como presente à CP a manutenção da ligação directa Beja-Lisboa-Beja.
A concentração terminou com a população a cantar os parabéns e a degustar o bolo do aniversário da linha.


Fonte: Rádio Pax

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

GRUPO DE TRABALHO PREPARA CONCENTRAÇÃO PARA DIA 14 NO LARGO DA ESTAÇÃO DE BEJA:


Estação de Beja, Fevereiro 2011, Rita Cortês


O grupo de trabalho da Assembleia Municipal de Beja reuniu ontem, no final decidiu apelar a toda apopulação do distrito para participar na concentração de segunda-feira.

O grupo de trabalho da Assembleia Municipal de Beja, composto por todos os partidos políticos com assento neste orgão autárquico e elementos do Movimento Cívico, reuniu ontem para preparar a concentração que vai decorrer na próxima segunda-feira, a partir das 17.30 horas junto à Estação da CP.

Bernardo Loff, presidente da Assembleia Municipal de Beja, afirmou que no final ficou decidido apelar a toda a população do distrito para participar na concentração tendo em vista a defesa das ligações ferroviárias directas Beja-Lisboa-Beja.

A concentração realiza-se precisamente no dia em que se assinalam os 147 anos depois da inauguração dos caminhos de ferro de Beja.
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MAIS DE 14 MIL PESSOAS ASSINARAM A PETIÇÃO A FAVOR DA MANUTENÇÃO DO INTERCIDADES PARA BEJA:
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Mais de 14 mil pessoas subscreveram a Petição “Ramal de Beja e Outras Dores de Alma” lançada pela Associação de Defesa do Património de Beja, no passado dia 23 de Janeiro, tendo em vista a electrificação da Linha Ferroviária até Beja, a manutenção das ligações directas Beja-Lisboa-Beja e a continuação da circulação até à Funcheira. A meta inicial era de 10 mil assinaturas. O prazo de subscrição terminou esta semana e a Associação está a fazer as últimas recolhas. Florival Baiôa, presidente da Associação, realça que a resposta da população foi “melhor” que a esperada e “surpreendente” até para a Assembleia da República. Na opinião deste responsável a “batalha” está a dar “frutos” pois as ligações ferroviárias para a Funcheira não terminaram em Fevereiro conforme se chegou a temer.
A Petição é entregue na Assembleia da República no próximo dia 15, terça-feira.

Manuel Tão, Investigador da Universidade do Algarve, na Área de Economia de Transportes e de Planeamento Regional e Doutorado em Economia dos Transportes pela Universidade de Leeds (Reino Unido), vem hoje (dia 10 de Fevereiro), pelas 21h30, ao auditório da Biblioteca de Beja falar sobre a importância de caminhos-de-ferro como transportes de futuro.
A iniciativa é do Grupo de Cidadãos criado em Defesa da Modernização do Transporte Ferroviário.


Fonte: Radio Pax

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011


CP RECUA E ADMITE ANALISAR FIM DO INTERCIDADES LISBOA-BEJA:

Contrariamente ao que chegou a estar previsto no plano de contenção de custos da CP, a linha férrea entre Beja e Funcheira acabou por não fechar, e o anúncio do fim do serviço Intercidades directo entre Lisboa e Beja poderá ter sido precipitado. Isto porque a transportadora já admite rever a situação futura deste último serviço, cujo anunciado fim, explicado nas páginas do PÚBLICO pelo presidente da companhia, José Benoliel, gerou forte contestação naquela cidade alentejana.

Em relação ao serviço regional da automotora que faz duas viagens por dia em cada sentido entre Beja e Funcheira, Ana Portela, porta-voz da CP, disse ao PÚBLICO que este en- cerramento nunca chegou a estar "decidido", mas sim em "análise". Certo é que estava anunciado o encerramento desta ligação para Janeiro e, depois, para Fevereiro.

Quanto à possibilidade de ser também uma simples automotora a fazer a ligação de Beja a Casa Branca onde daria correspondência aos Intercidades de Évora, a mesma fonte disse que é uma situação que "ainda não está decidida".

Em análise, também segundo a mesma fonte, está a possibilidade de Beja poder ter automotoras a dar ligação aos Intercidades de Évora, situação que "ainda não está decidi- da". Um recuo da empresa, face aos protestos gerados pela secundarização desta cidade em relação a Évora no que diz respeito às ligações ferroviárias directas à capital.

No Norte do país, o cenário de cor- tes é diferente, mantendo-se as intenções iniciais. A meia Linha de Leixões acabou por fechar mesmo (nunca se chegou a avançar para a segunda fase e efectuar o serviço até ao Hospital de São João onde havia maior potencial de mercado), mas a CP assegura ainda compromissos assumidos nas linhas do Corgo (Régua-Vila Real) e do Tâmega (Amarante-Livração) e no ramal da Figueira da Foz à Pampilhosa através de um serviço rodoviário alternativo que cumpre o mesmo percurso dos comboios. E que não sai barato à empresa, pois paga por eles 438 mil euros por ano a empresas rodoviárias.

No entanto, tradicionalmente, sempre que o serviço ferroviário é "suspenso", a CP disponibiliza autocarros durante algum tempo, acabando mais tarde por retirar-se dado não ser essa a sua principal actividade. Aconteceu assim em todas as linhas encerradas no Alentejo e em Trás-os-Montes nos finais dos anos de 1980. O PÚBLICO apurou que a Refer não tem qualquer calendarização para reabilitar e reabrir aquelas três linhas.

O GAFNA - Grupo de Amigos da Ferrovia Norte Alentejana emitiu um comunicado no qual diz que o distrito de Portalegre e o Alentejo "estão de luto" por ter sido suprimido, ao fim de 131 anos, o serviço regional ferroviário no ramal de Cáceres. E acusa a CP de contribuir para aumentar o isolamento geográfico de um vasto território (o ramal de Cáceres liga Torre das Vargens a Beirã-Marvão numa distância de 65 quilómetros), diminuindo a mobilidade das populações, dado que a alternativa rodoviária (Rede de Expressos) é mais morosa e mais cara.

E dão um exemplo: uma viagem de Castelo de Vide para Coimbra demora sete horas e 20 minutos em autocarro e custa 26,50 euros; de comboio, mesmo na velha automotora regional a mesma viagem demorava três horas e meia e custava 12 euros (ou 19 euros se se viajasse num Intercidades a partir do Entroncamento).

BEJA - MANIFESTAÇÃO CONFIRMADA PARA DIA 14 DE FEVEREIRO:

A Assembleia Municipal de Beja marcou para o próximo dia 14 uma manifestação na cidade para contestar as intenções da CP relativas às ligações ferroviárias a Beja, porque vão contribuir para "aumentar o isolamento" da região. A manifestação, marcada para as 17h30 no largo da Estação da CP de Beja, é uma das iniciativas que constam numa deliberação que foi aprovada por unanimidade na reunião extraordinária daquele órgão, que decorreu no passado dia 26.

Fonte: Correio do Alentejo

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

A EXCEPÇÃO DE PORTUGAL NO TRANSPORTE FERROVIÁRIO:



(Clicar nas imagens 2x para ver mais ampliado)

Fonte: Jonal Público, 2 de Fevereiro, 2011, pág. 20-21.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

PORTUGAL PERDEU 43 POR CENTO DOS PASSAGEIROS DE COMBOIO EM 20 ANOS:



Estação de Beja, Janeiro 2011, Rita Cortês

Duas décadas de aposta em auto-estradas e de fechos sucessivos de linhas de comboio fizeram com que Portugal perdesse, durante este período, 99 milhões de passageiros de caminhos-de-ferro.

Dos 231 milhões de viagens de comboio realizadas em 1988, passou-se para 131 milhões em 2009, uma redução de 43 por cento.

Este número ilustra, de forma clara, o que tem sido a evolução do uso da ferrovia em Portugal, em contraponto claro com aquilo que se passa na maior parte dos outros países europeus. E faz com que se questione o impacto das políticas seguidas neste sector no passado e no presente.

Ontem, foi retirado o serviço ferroviário regional em mais 138 quilómetros de vias-férreas, depois de, no ano passado, se terem encerrado 144 quilómetros de linhas (com a promessa de reabilitação que não aconteceu).

Este acto de gestão é defendido como uma forma de reduzir o défice da CP, permitindo à empresa melhor concentrar a sua oferta nos grandes eixos onde o caminho-de-ferro cumpre a sua função de transporte de grandes massas.

No entanto, o que as estatísticas dos últimos 20 anos provam é que sempre que se cortaram linhas férreas, o número de passageiros diminuiu. Em 1990, quando Cavaco Silva era primeiro-ministro, reduziram-se abruptamente 700 quilómetros de vias-férreas, sobretudo em Trás-os-Montes e no Alentejo. O resultado foi que as linhas principais, vendo-se amputadas dos ramais que as alimentavam, ficaram com menos gente.

Mas poder-se-ia ainda argumentar que com os ramais fechados, desapareceram os clientes que só faziam distâncias curtas (nada apropriadas a um sistema pesado como é o ferroviário e, logo, mais adaptados ao autocarro), aumentando o número de passageiros que viajam de comboio em percursos superiores. Errado mais uma vez: a prática demonstra o contrário. O número de passageiros por quilómetro percorrido) era de 6 milhões em 1988, baixou para 5,6 em 1991 e é agora de 3,7 milhões.

Dito de outra maneira, enquanto em 1989 cada português fazia uma média de 22 viagens de comboio por ano (em termos absolutos), hoje só faz dez.

E será que os resultados da CP melhoram, com a redução de linha? Também aqui as tendências pesadas do passado provam exactamente o oposto. E mostram mais: que quem ganha com o negócio são sempre os autocarros e, claro, o transporte individual.

Caso único na Europa

A quota de mercado do caminho-de-ferro no transporte de passageiros afundou-se em cerca de 66 por cento entre 1990 e 2008. Essa quota face à rodovia não passa hoje dos 4,4.

É claro que para isto muito contribuiu a forte aposta na infra-estruturação rodoviária do país. Os números do Portugal do betão e do alcatrão são significativos: o pequeno país periférico tem 20 metros de auto-estrada por Km2 contra 16 metros que é a média europeia. Mas na rede ferroviária só possui 31 metros por Km2 contra 47 metros da média da União Europeia.

Não surpreende, assim, que nos países da Europa Ocidental Portugal seja o único que, em 20 anos, perdeu passageiros na ferrovia. É certo que a França, a Holanda e a Suíça tiveram crescimentos modestos - "só" conseguiram transportar cerca de 30 por cento mais de passageiros -, mas isso resulta de serem mercados maduros onde a tradição de andar de comboio é quase ancestral. A Grã-Bretanha, país que foi o berço do caminho-de-ferro, cresceu 53 por cento em 20 anos, a sua vizinha Irlanda 57 por cento, a Bélgica 55,2 por cento e a Alemanha 83 por cento, em parte graças à aposta em comboios de alta velocidade que são um verdadeiro luxo.

Mas o mais curioso é que o único país dos três dígitos é precisamente a Espanha, com um aumento de 157 por cento. Em 20 anos, nuestros hermanos, que apostaram no TGV, passaram de 182 milhões de passageiros dos seus velhos comboios dos anos oitenta (muitos deles, à época, bem piores do que os portugueses) para 467 milhões de clientes da ferrovia. Um aumento que contrasta com o envergonhado decréscimo de passageiros de comboio de 43 por cento no cantinho luso.

O que falhou, então?

A resposta terá que ser dada mais pelo lado da rodovia do que da ferrovia. Entre 1992 e 2008, por cada euro investido no caminho-de-ferro eram aplicados 3,3 euros na rodovia. Durante este período, a Refer investiu 5,9 mil milhões de euros e os contratos da Estradas de Portugal para construção de novas vias rodoviárias atingia 19,8 mil milhões de euros.

E a divergência tem vindo a acentuar-se. Por exemplo, em 1995, enquanto a Refer investia 250 milhões de euros nos carris, a Estradas de Portugal avançava com um pacote de 12 novas concessões (três delas vindas do Governo de Durão Barroso) no valor de 4,5 mil milhões de euros relativos a 2500 quilómetros de estradas.

Álvaro Costa, especialista em Transportes na Faculdade de Engenharia do Porto, diz que os 40 milhões de passageiros perdidos na ferrovia não são mais do que o reflexo da política seguida em Portugal em relação ao investimento público em infra-estruturas de transporte e a sua forma de financiamento.

"Tem-se investido muito na construção de auto-estradas, algumas com índices de utilização muito baixos, mas, como o financiamento está contratualizado com o sector privado, não existe nenhuma vantagem em encerrarem, porque daí não resultaria nenhuma vantagem para o Estado", explica. Já com as linhas de caminho -de-ferro é muito diferente porque o seu encerramento faz o Estado poupar custos e o sector rodoviário ganhar passageiros e aumentar a procura. É por isto que Álvaro Costa entende que o sector privado deveria ter sido mais envolvido na exploração das linhas de caminho-de-ferro. "Se assim fosse, talvez a situação fosse diferente da actual", diz.

Nelson Oliveira, presidente da Associação Portuguesa dos Amigos dos Caminhos-de-Ferro (que congrega 1100 associados), chama a atenção para o facto de não só se terem perdido passageiros, como os défices da CP e da Refer terem vindo sempre a aumentar.

E questiona se os objectivos comerciais e técnicos estabelecidos pelos decisores nas últimas décadas eram os mais adequados. Por exemplo: "Será que o custo-benefício da modernização da Linha do Sul foi vantajoso para ainda se demorar três horas na ligação mais rápida entre Lisboa e Faro? Será este tempo concorrencial com o transporte individual?"

Mas há mais perguntas: "Apesar dos encerramentos nos últimos 20 anos, melhoraram os resultados? Há mais passageiros? Os prejuízos das empresas são menores? Não. Por isso, o problema tem certamente outras causas. Não são os serviços alegadamente deficitários os culpados".

O também engenheiro com uma pós-gradução em Caminhos-de-Ferro aponta outras causas para este declínio: "Um Estado que não fiscaliza como é prestado o serviço de transportes públicos, uma política que insiste em duplicar auto-estradas em zonas já servidas pelo caminho-de-ferro, uma política que encerra linhas férreas onde alegadamente há pouco tráfego (sem questionar se o serviço comercial prestado é o mais adequado), mas não constrói vias-férreas onde elas são necessárias, como é o caso de Viseu, uma das maiores cidades da Europa que não são servidas pelo comboio".

Nelson Oliveira critica também "o sucessivo espartilhar dos diversos serviços, com uma artificial separação entre longo curso, regionais e suburbanos que torna o comboio pouco atractivo para quem tenha necessidades de usar mais do que um comboio". É por isso, explica, que o encerramento de ramais e diminuição de serviços regionais afasta cada vez mais o público. E conclui: "Os decisores parecem esquecer-se de que estes serviços também alimentam os serviços principais com passageiros. A prosseguir este caminho, mata-se o doente à procura da cura."


Fonte: Jornal Público, 2 de Fevereiro de 2011

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

CP CEDE NA LIGAÇÃO BEJA-FUNCHEIRA?


Estação de Beja, Janeiro 2011, Rita Cortês

Comboios: CP não suspendeu a ligação regional entre Beja e Funcheira
A CP dá sinais de cedência em Beja. A empresa não suprimiu hoje a ligação regional da Linha do Alentejo, entre Beja e Funcheira. O serviço regional é o mais afectado no Plano de Actividades para 2011.

A CP-Comboios de Portugal, dá os primeiros sinais de cedência sobre as suas decisões para a Linha do Alentejo.

A ligação regional da Linha do Alentejo, entre Beja e Funcheira, não foi hoje suprimida, conforme a CP tinha previsto e a Voz da Planície tinha divulgado em meados do mês passado de acordo com dados apurados junto de fonte da empresa em Beja. A supressão da da oferta ferroviária na Linha do Alentejo, naquele troço, consta do Plano de Actividades para 2011, apresentado ao Governo pela CP-Comboios de Portugal.

Segundo apurou a nossa estação junto da mesma fonte, o mês de Maio, altura em que as obras na Linha do Alentejo deverão estar terminadas, é apontada como a nova data para a supressão da ligação Beja-Funcheira.

Contrariando a prática dos últimos tempos em que a ligação a partir da estação de Beja era feita por táxis, esta manhã na linha nº. 2, estava à disposição dos passageiros uma automotora diesel, para os transportar para a Funcheira.

Fonte: Rádio Voz da Planície

A ÚLTIMA VIAGEM DA AUTOMOTORA ENTRE TORRE DAS VARGENS E BEIRÃ (MARVÃO) - 1 DE FEVEREIRO DE 2011:


Estação da Beirã (Marvão), 1 Fevereiro 2011, foto Nuno Ferreira Santos, Jornal Público.

domingo, 30 de janeiro de 2011

COMBOIOS: CORTE DE SERVIÇOS PERMITE POUPAR 7 MILHÕES DE EUROS:


Estação de Beja, Janeiro 2011, Rita Cortês

A CP estima poupar cerca de sete milhões de euros com a reestruturação da oferta na linha do Alentejo e com a interrupção da actividade na linha de Leixões e no ramal de Cáceres, disse o administrador Nuno Moreira.

O administrador responsável pelos serviços regional e de longo curso disse, em entrevista à Lusa, que os cortes na oferta no serviço regional que CP está a fazer surgem no âmbito de um esforço de racionalidade económica.

«Com um ambiente de crise como existe neste momento, não seria justificável estar a manter alguns destes serviços com valores que eram totalmente irracionais sob o ponto de vista económico», afirmou Nuno Moreira.


Fonte: Diário Digital / Lusa

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

BEJENSES CONCENTRAM-SE NA ESTAÇÃO DE BEJA


Estação de Beja, Janeiro 2011, Rita Cortês

Um "grupo de terroristas" tentou esta quarta-feira, 26, sem sucesso, "negociar" com habitantes de Beja a troca do Intercidades por uma automotora, numa representação durante um protesto contra o eventual fim das ligações directas daquele comboio entre Beja e Lisboa.
O protesto, que decorreu no início da noite junto à estação da CP de Beja, reuniu centenas de pessoas contra a intenção da transportadora de acabar com as ligações directas de Intercidades entre Beja e Lisboa, que passarão a ser feitas através de automotora diesel entre Beja e Casa Branca, onde será feito transbordo para comboio eléctrico até à capital.
Promovido pela Associação de Defesa do Património de Beja, o protesto serviu também para exigir a electrificação da linha ferroviária entre Beja e Casa Branca e a manutenção das ligações entre Beja e Funcheira, que permitem a ligação ao Algarve.
A representação teatral efectuada durante o protesto envolvia um alegado "grupo de terroristas contratado pela CP" para tentar "oferecer" aos habitantes de Beja uma antiga automotora.
"O futuro está nas automotoras. Temos para vos oferecer uma automotora com quase 100 anos e que ainda cheira a novo", disse o "porta-voz" do grupo às pessoas concentradas, que responderam efusivamente: "Queremos o comboio Intercidades!"
Por sua vez, o "porta-voz" dos bejenses, que "negociou" com os "terroristas", lembrou que no próximo "dia 11 de Fevereiro faz 147 anos que o comboio chegou a Beja e não pode ser a CP a calar toda esta história".
"Queremos o Intercidades directo para Lisboa, a electrificação da linha e chegar a tempo e horas e com conforto ao Algarve", reivindicou, "em nome" dos bejenses.
A representação "foi uma paródia que representa a realidade", explicou aos jornalistas o presidente da Associação de Defesa do Património de Beja, Florival Baiôa, acusando a CP de estar a praticar uma "política de destruição" das ligações ferroviárias a Beja.
A intenção da CP é "muito preocupante e muito perigosa", corroborou à Lusa Maria de Lurdes, de 56 anos, que mora em Beja e tem um filho a estudar em Lisboa.
"Muitas" famílias de Beja "têm os filhos a estudar em Lisboa" e "muitas pessoas", sobretudo idosos, deslocam-se à capital para consultas ou exames médicos e "o comboio é um meio de transporte essencial para eles", lembrou.
A Associação de Defesa do Património de Beja está a recolher assinaturas para uma petição que será entregue à Assembleia da República e quer reunir-se com os grupos parlamentares.
O serviço Intercidades (de Lisboa a Évora e a Beja) da Linha do Alentejo está suspenso devido a obras da REFER no troço Bombel/Vidigal-Évora, que vão decorrer até Maio.

Fonte: Diário do Alentejo 27 de Janeiro de 2011

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

"ASSALTO AOS COMBOIOS DE BEJA"


Estação de Beja, Jan.2011, Rita Cortês

"A Associação de Defesa do Património de Beja (ADPB) promove esta quarta-feira, 26, aquele que apelida de "maior assalto da história da cidade". A iniciativa, agendada para as 19h30 na estação de caminhos-de-ferro de Beja, vai encenar o assalto a um comboio, de modo a "alertar e sensibilizar toda a comunidade para uma situação a todos os níveis insustentável e lesiva dos legítimos interesses dos baixo-alentejanos". Em causa está a intenção da CP em acabar, a partir do mês de Maio, a ligação directa por comboio de Beja a Lisboa, com a extinção do Intercidades entre ambas as localidades. Também a Assembleia Municipal de Beja reúne esta quarta-feira, pelas 21h00, no auditório da Biblioteca Municipal, numa sessão extraordinária agendada pelo presidente Bernardo Loff para debater e analisar "as intenções da CP referentes às ligações ferroviárias para Beja". Entretanto, o deputado do PSD Luís Rodrigues anunciou que vai questionar o Governo sobre a falta de requalificação e electrificação no troço para Beja da linha ferroviária do Alentejo, depois de a REFER garantir que essa intervenção nunca esteve nos seus planos. Em declarações à Agência Lusa, o parlamentar adiantou que, “ao contrário daquilo que alguns responsáveis do PS têm vindo a dizer, a administração da REFER diz que a obra nunca esteve nos seus planos, nem lhes foi dada essa orientação”.

Fonte: Correio da Alentejo

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

PETIÇÃO "RAMAL DE BEJA E OUTRAS DORES DE ALMA"


Estação de Beja, 2009, Rita Cortês

"Não queremos ficar cada vez mais longe de Lisboa e, muito menos, mais distantes do desenvolvimento económico, social e cultural. A população residente no Baixo-Alentejo e/ou frequentadora dos comboios intercidades Beja — Lisboa — Beja protesta contra o projecto da CP que torna indirectas as ligações a Lisboa, com paragem em Casa Branca, tornando-a mais longa temporalmente e mais incómoda, assim como a intenção de eliminar a ligação ao Algarve. Este projecto, de perspectiva puramente economicista, isola ainda mais a região, contribuindo para a sua desertificação e complicando os acessos a todos aqueles que possam vir a usufruir do futuro aeroporto de Beja.
Os abaixo assinados exigem que sejam restabelecidas as ligações directas intercidades de Beja a Lisboa, assim como a electrificação da linha de caminhos-de-ferro até Casa Branca e a continuidade da ligação com o Algarve, através do ramal da Funcheira."

Para assinar a petição: http://www.peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=beja

sábado, 22 de janeiro de 2011

O ABANDONO DAS LINHAS DE CAMINHO DE FERRO DO INTERIOR:


Estação de Serpa-Brinches, Jan.2011, Rita Cortês

Numa altura em que toda a Europa valoriza o caminho-de-ferro,... o nosso Governo e as empresas públicas ligadas à ferrovia desprezam por completo o património ferroviário nacional.

BEJA PERDE LIGAÇÃO DIRECTA A LISBOA:


Estação de Beja, 2009, Filipe Campêlo


Quando a linha do Alentejo for reaberta à circulação ferroviária - após um período de obras previsto de 12 meses, que teve início em Maio do ano passado - a CP vai alterar por completo a oferta que ali prestava, passando a realizar cinco ligações directas nos dois sentidos entre Lisboa e Évora e nenhum comboio directo para Beja.

Até Maio do ano passado havia três ligações do serviço Intercidades em cada sentido entre Lisboa e Évora e duas ligações, também em cada sentido, entre a capital portuguesa e Beja. Mas estes dois serviços de longo curso eram os que mais prejuízo implicavam para a CP, porque nunca chegaram a alcançar uma quota de mercado que pagasse uma pequena parte dos custos de exploração.

Um dos problemas era que as composições (de apenas duas ou três carruagens) eram rebocadas por pesadas e dispendiosas locomotivas a diesel. As obras que a Refer entretanto está a levar a cabo na linha do Alentejo vão deixar o percurso até Évora totalmente electrificado, mas a linha para Beja ficou à margem dessa modernização. E como a tracção eléctrica é mais barata do que a diesel, a CP vai oferecer agora dez ligações diárias entre Lisboa e Évora (cinco em cada sentido), as quais terão correspondência na estação de Casa Branca para a linha de Beja.

José Benoliel, presidente da CP, explicou ao PÚBLICO que nos cerca de 200 quilómetros que distam entre Lisboa e Beja, só 63 não são electrificados, não sendo, por isso, racionalmente económico manter comboios a diesel a gastar combustível debaixo da catenária quando a linha é maioritariamente electrificada.

Daí a opção por se colocar uma automotora a fazer de vaivém entre Beja e Casa Branca, dando correspondência às dez ligações Intercidades entre Évora e Lisboa.

Automotoras mais lentas

Mas o próprio serviço para Évora sofrerá também uma redução em termos de conforto e comodidade. Em vez de carruagens Intercidades rebocadas por uma máquina eléctrica, a CP optou por uma solução mais barata, com recurso a automotoras eléctricas modernizadas. Esse material já circulava na linha da Azambuja nos anos de 1970, mas foi submetido a uma modernização. Hoje, esse material tem um visual exterior moderno, assente numa estrutura já envelhecida. E vai ser com estas automotoras, menos confortáveis e menos rápidas, que o serviço de longo curso será assegurado entre Lisboa e Évora.

Mais algumas ligações, em piores condições

O que ganham e perdem Évora e Beja quando o serviço de longo curso da CP para o Alentejo for retomado? Évora ganha mais duas ligações directas para Lisboa em cada sentido (cinco, em vez das três que tinha anteriormente), ganha maior fiabilidade e rapidez no serviço devido à tracção eléctrica e perde conforto porque os comboios Intercidades serão trocados por automotoras (menos cómodas e mais barulhentas).

Os potenciais clientes deste transporte que saiam ou tenham como destino Beja ganham a possibilidade de ter cinco ligações a Lisboa por dia, mas perdem os comboios directos para a capital devido aos transbordos obrigatórios em Casa Branca.

Além disso, perdem qualidade no serviço (ligação não directa e feita por automotoras antigas que foram modernizadas).

Abre linha, fecha linha, abre linha...

A modernização do troço Bombel-Casa Branca representa um investimento de 48,4 milhões de euros da Refer e insere-se na construção do eixo Sines-Badajoz. Será a partir daqui que esta linha vai entroncar no futuro traçado do TGV. Os trabalhos deviam acabar a 1 de Maio, mas há quatro anos, em 2006, a Refer tinha fechado a linha para Évora durante nove meses para obras de reabilitação, que, contudo, ficaram incompletas. Só agora a electricidade chegará à linha que serve Évora.

Partidos e utentes contra fim do serviço Intercidades

O descontentamento com a possibilidade do fim do serviço Intercidades que liga Lisboa a Évora e a Beja já chegou à Assembleia da República. Hoje é votado um projecto de resolução apresentado pelo PCP que defende a manutenção do serviço e reclama a sua requalificação, em termos de conforto e de oferta horária."Sobretudo com uma linha requalificada e agora electrificada [estão a decorrer obras com conclusão prevista para Maio] não faz sentido que o serviço se reduza, faz sentido é que o serviço seja melhorado", disse ao PÚBLICO o deputado comunista João Oliveira, que cita o relatório anual de actividades da CP em que se refere que os comboios Intercidades serão substituídos por automotoras modernizadas - o que, aos olhos do partido, significa "uma degradação da qualidade do serviço".

O projecto foi apresentado anteontem, juntamente com uma petição promovida por utentes diários daquela linha e que recolheu 4433 assinaturas. A petição reivindica o não encerramento dos 200 km da linha para as obras que estão a decorrer em apenas 32 km e a manutenção do Intercidades entre Lisboa e Évora.

Os socialistas não estão preocupados com o fim deste serviço "que se chama Intercidades mas tem características de urbano": "Mantemos o mesmo tipo de comboio, melhoramos a circulação e chamamos-lhe outra coisa. É uma falsa questão, a do PCP", disse ao PÚBLICO o deputado Luís Gonelha. O PSD, que concorda com o encerramento total da linha para obras, considera este projecto de resolução do PCP "inoportuno". "Primeiro vou ver quais são as soluções [da CP para ligar Lisboa a Évora e a Beja] e só depois disso é que, concordando ou não, vamos tomar uma decisão", sustentou o deputado "laranja" Luís Rodrigues.

O CDS-PP considera que o Governo deve tomar "as medidas necessárias para que sejam prestados aos utentes esclarecimentos quanto ao calendário das obras e ao restabelecimento desta ligação Intercidades".


Fonte: Jornal Público